segunda-feira, 25 de outubro de 2010

CGU aponta irregularidades no monotrilho de Manaus

25/10/2010 - Portal 2014

A Controladoria Geral da União (CGU) confirmou na última semana as irregularidades apontadas em maio pelos Ministérios Públicos federal e estadual no Amazonas no edital do monotrilho de Manaus. 

Depois que os MPs apontaram deficiências no projeto básico, a CGU concluiu que a construção do monotrilho terá um custo maior do que o previsto e que o valor da tarifa deverá ser maior que o estimado pelo governo estadual, demonstrando a inviabilidade do projeto.

Além do alto custo de implantação e operação do monotrilho, o órgão do Executivo federal encontrou problemas na integração do monotrilho com um Bus Rapid Transit (BRT) que também será construído em Manaus e diz que o edital estipula um tempo muito curto para a conclusão da obra.

A construção do monotrilho está estimada em R$ 1,3 bilhão. A obra terá financiamento de R$ 600 milhões do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) com juros subsidiados por fazer parte da preparação da capital amazonense para a Copa de 2014.

O projeto básico do monotrilho foi objeto de perícia técnica da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão (CCR) do MPF, que identificou que o documento não possui o detalhamento adequado do projeto arquitetônico das estações, fundações, estrutura, instalações elétricas, hidráulicas, sanitárias, lógica, sinalização e climatização. 

A CGU concluiu que a construção do monotrilho terá um custo maior do que o previsto e que o valor da tarifa deverá ser maior que o estimado pelo governo estadual, demonstrando a inviabilidade do projeto. O preço médio da tarifa praticada no mundo é de $ 7, enquanto a estimada pelo governo estadual é de R$ 2,50.

BRT 
A CGU verificou que o planejamento para a operação de uma linha de monotrilho integrada a um sistema de Bus Rapid Transit (BRT) é precário, e que não existem informações técnicas e estudos sobre a compatibilidade do uso dos dois sistemas em conjunto, no que se refere à integração física e tarifária.

Outro ponto destacado pelo órgão foi a ausência de casos de sucesso quanto à implantação e operação do monotrilho como transporte de massa –o sistema costuma ser utilizado em parques de diversão, centros de lazer e turismo. Além disso, a CGU aponta o risco de o empreendimento não ser concluído até a Copa de 2014.

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