sexta-feira, 28 de outubro de 2011

CEF é autorizada a emprestar R$ 800 mi para monotrilho de Manaus

28/10/2011 - Portal da Amazônia

Ampliação do limite de endividamento permite ao Estado financiar R$ 1,3 bilhão para obras de infraestrutura, saneamento e mobilidade

Manaus – Termo de Entendimento para ampliação do limite de endividamento dos estados, assinado nesta quinta-feira, vai permitir ao Amazonas empresar R$ 1,3 bilhão. A maior parte desse montante – R$ 800 milhões – será destinada somente para o projeto Monotrilho, sistema de transporte público orçado em R$ 1,3 bilhão.

Além do monotrilho, a ampliação do crédito fiscal do Governo Amazonense autorizou ainda R$ 87 milhões para o Programa Sócio-ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim) e outros R$ 306 milhões para o programa no interior do Estado. O projeto de ligação do acesso da ponte sobre o Rio Negro devem demandar ainda R$ 153 milhões.

O restante do valor referente ao financiamento será destinado para a pavimentação de vias públicas de Parintins (R$ 29,2 milhões) e para a digitalização e modernização do Parque Tecnológico Funtec (R$ 15,3 milhões). “A abertura desse crédito significa a confiança na nossa economia”, comentou o governador do Estado, Omar Aziz.

Os valores serão financiados por meio de empréstimos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e organismos multilaterais, como Banco Mundial (Bird) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Projeto

O consórcio ‘Monotrilho Manaus’ teve a proposta de R$ 1.460.495.221,56 aprovada pela Comissão Geral de Licitação (CGL) para implantar o modelo na capital. O projeto de monotrilho elaborado para Manaus deve atender até 170 mil pessoas/dia. De acordo com o Governo do Estado, o modelo deve reduzir o tempo médio de deslocamento dos passageiros em até 1 hora, em relação ao tempo de percurso da atual frota de ônibus. O modelo, um tipo de metrô de superfície que trafegará em via exclusiva suspenso em vigas, ligará o bairro da Cidade Nova ao Centro, tendo como eixo a avenida Constantino Nery.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Obra do monotrilho de Manaus esbarra em tombamento

04/10/2011 - Portal Amazônia

A obra do monotrilho, projeto de mobilidade urbana do Governo do Amazonas, ainda enfrenta mais um impasse. Após a demora no processo licitatório e as recomendações expedidas pelos Ministérios Públicos estadual e federal para adequação do projeto executivo da obra, a Unidade Gestora da Copa no Estado (UGP) ainda esbarra no aval do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para a construção de um dos trajetos do monotrilho, no Centro de Manaus. A área está em processo de tombamento como patrimônio histórico federal.

Apesar do anúncio do Governador do Amazonas, Omar Aziz, sobre a assinatura da ordem de serviço do monotrilho prevista para esta semana, a UGP ainda não entregou o projeto de intervenção na área do Centro histórico de Manaus ao Iphan. Após cerca de dois meses do resultado do processo licitatório, as obras devem ser iniciadas em novembro deste ano. Segundo a engenheira do IPHAN, Márcia Honda, a Unidade Gestora entregou apenas um Estudo Ambiental Simplificado (EAS), material classificado como “defasado e insuficiente para a análise da proposta”. Segundo ela, o Instituto solicitou o envio dos ajustes no projeto para a apreciação, segundo ofício expedido no dia 30 de março deste ano, mas não obteve resposta.

Ordem de serviço do monotrilho será assinada na próxima semana, diz Omar

Em nota, o Iphan informou que a notificação de tombamento do Centro Histórico de Manaus pelo Instituto foi publicada no Diário Oficial da União nº 222, Seção 03, de 22/11/2010. “Logo qualquer proposta de intervenção deverá ser submetida a análise e parecer do corpo técnico da Superintendência, de forma a atender o disposto na Portaria nº 420/2010 do IPHAN, inclusive o projeto do monotrilho” diz a nota.  O órgão alegou ainda que “não autorizou a passagem do monotrilho” na área em processo de tombamento. O Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) chegou a informar que o projeto básico do Governo prevê a construção de uma estação no Centro, ao solicitar a correção da proposta.
Projeto prevê a passagem do monotrilho pelo Centro de Manaus.

A área já possui bens tombados pelo Iphan, como o Mercado Municipal Adolpho Lisboa, o Teatro Amazonas e o Conjunto Portuário, além de registros de vestígios arqueológicos. O MPF informou que o Governo apresentou duas alternativas ao traçado constante do projeto básico, a mudança de posição do terminal da Praça da Matriz e projeção do terminal do monotrilho em frente ao Colégio Dom Bosco. O MPF/AM e o MP/AM chegaram a recomendar a realização de estudos para avaliação antecipada dos impactos da construção, sob a perspectiva do patrimônio histórico, arqueológico,  artístico e paisagístico.

Em justificativa, o coordenador da UGP Copa, Miguel Capobiando, afirmou que o Governo está em fase de elaboração do projeto de intervenção no Centro e deve enviar oficialmente a solicitação ao Iphan. “Estamos no aguardo da autorização e no acerto da finalização do projeto com a Secretaria do Estado de Infraestrutura (Seinf) para a formalização do projeto”, assegurou. No mês de outubro, a UGP deve finalizar a elaboração do projeto executivo do monotrilho, que consiste no detalhamento do projeto básico, conceitos relativos à Engenharia, pontos do trajeto e impactos causados pela obra. Capobiango afirmou que a data prevista para o início das obras não deve atrasar o cronograma exigido pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) para o Mundial de 2014.

Mobilidade Urbana

O coordenador da UGP lembrou ainda que R$ 600 milhões já estão disponíveis na Caixa Econômica Federal (CEF) e aguardam liberação para investimento na obra do monotrilho. Para Capobiango,  a construção do monotrilho é importante para a população ainda que não fique pronto até a Copa de 2014. Sem a conclusão das obras, a população deverá contar apenas com o transporte coletivo. Já os turistas, devem utilizar meios de transportes inclusos nos pacotes turísticos, informou Capobiango. Em entrevista ao portalamazonia.com em agosto deste ano, o coordenador da UGP chegou a afirmar que a construção do monotrilho não será finalizada até o início da Copa do Mundo de 2014. Capobiango afirmou que apenas o trecho Cidade Nova – São Jorge estará pronto até o Mundial.

Projeto

O consórcio ‘Monotrilho Manaus’ teve a proposta de R$ 1.460.495.221,56 aprovada pela Comissão Geral de Licitação (CGL) para implantar o modelo na capital. O projeto de monotrilho elaborado para Manaus deve atender até 170 mil pessoas/dia. De acordo com o Governo do Estado, o modelo deve reduzir o tempo médio de deslocamento dos passageiros em até 1 hora, em relação ao tempo de percurso da atual frota de ônibus. O modelo, um tipo de metrô de superfície que trafegará em via exclusiva suspenso em vigas, ligará o bairro da Cidade Nova ao Centro, tendo como eixo a avenida Constantino Nery.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Monotrilho de Manaus vai sair do Papel na próxima semana

29/09/2011 - A Crítica

A ordem de serviço para a construção do monotrilho deverá ser assinada pelo Governo do Estado, na próxima semana. O anúncio foi feito nessa quarta-feira (28), pelo governador do Amazonas, Omar Aziz, durante a abertura do Seminário ‘Copa 2014: Legado e Sustentabilidade’, no hotel Caesar Business, no bairro Parque Dez de Novembro, Zona Centro-Sul de Manaus. 

Durante o evento, que termina nesta quinta-feira (29), Omar Aziz cobrou mais celeridade do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Caixa Econômica Federal na liberação de recursos para obras da Copa 2014 em Manaus.

De acordo com o governador, com a ordem de serviço, a empresa vencedora da licitação inicia o projeto executivo e o delineamento da área onde será realizada a obra para implantação do monotrilho.

Ainda na área de mobilidade, o planejamento do Governo Estadual é lançar, nos próximos dias, a licitação para o projeto da continuação da avenida Governador José Lindoso - popularmente conhecida como "avenida das Torres" -, na Zona Norte de Manaus, obra que está incluída no Programação de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

Outro projeto que caminha para licitação nos próximos dias é do Memorial Encontro das Águas, que vai abrigar o "Fun Park", na Zona Leste de Manaus, para a Copa 2014.

No entanto, para que as obras aconteçam dentro dos prazos é preciso maior celeridade no processo de liberação de recursos, afirmou o governador.
Ele ressaltou que a maioria dos recursos aplicados até agora na Arena da Amazônia, cujas obras iniciaram no ano passado, é oriunda dos cofres do Estado, embora  o Governo do Amazonas tenha assinado contrato com o BNDES em dezembro do ano passado.

Omar Aziz frisou, ainda, que para realizar as obras da Copa os governos estaduais das 12 cidades que vão sediar o evento deverão aplicar recursos próprios e de empréstimos realizados com os bancos.

“Não tem recurso a fundo perdido nessas obras", disse ao destacar que os Estados têm responsabilidades a serem cumpridas e que precisam de maior celeridade dos agentes financeiros.

Para as obras da Copa em Manaus, o Governo do Estado contratou R$ 400 milhões com o BNDES, para a construção da Arena da Amazônia, e aprovou outros R$ 600 milhões com a Caixa para a obra do monotrilho, para o qual o Estado também está  negociando com o Governo Federal a liberação de mais R$ 800 milhões. 

Amazonas assina ordem de serviço para monotrilho

28/09/2011 - D24am

O governador do Amazonas, Omar Aziz, confirmou, nesta quarta-feira (28), durante a abertura do Seminário ‘Copa 2014: Legado e Sustentabilidade’, no hotel Caesar Business, que a ordem de serviço para a construção do monotrilho será assinada na próxima semana. Durante o evento, que termina nesta quinta-feira, Omar Aziz cobrou mais celeridade do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Caixa Econômica Federal (Caixa) na liberação de recursos para obras da Copa do Mundo de Futebol de 2014 em Manaus.

De acordo com o governador, com a ordem de serviço, a empresa vencedora da licitação inicia o projeto executivo e o delineamento da área onde será realizada a obra para implantação do monotrilho. Ainda na área de mobilidade, o planejamento do Governo Estadual é lançar, nos próximos dias, a licitação para o projeto da continuação da Avenida Governador José Lindoso, obra que está incluída no Programação de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Outro projeto que caminha para licitação nos próximos dias é do Memorial Encontro das Águas, que vai abrigar o Fã Park da Copa em Manaus.

“A presidente Dilma Rousseff reafirmou o compromisso de ajudar na construção de novas vias para escoar o trânsito na cidade de Manaus. Hoje se discute mobilidade para a Copa falando apenas em transporte de massa. Mas as pessoas que andam em seus carros particulares também querem fluxo rápido. Por isso, esse legado também é importante”, frisou Omar Aziz que, na manhã desta quarta-feira, participou de evento com a presença de Dilma Rousseff em Manaus.

Para o governador, o maior "legado social" que a Copa vai deixar são os projetos que garantam melhoria na qualidade de vida para a população amazônica. “O que é positivo são as obras que vão ficar. O legado que todos nós esperamos que aconteça é melhorar as áreas de segurança, saúde, transporte de massa, rede hoteleira, aeroporto, porto e novas vias para mobilidade urbana. São vários pontos que nós temos que lutar para que aconteça agora por causa da disponibilidade de financiamento”, frisou Omar Aziz.

No entanto, para que as obras aconteçam dentro dos prazos é preciso maior celeridade no processo de liberação de recursos, afirmou o governador. Ele ressaltou que a maioria dos recursos aplicados até agora na Arena da Amazônia, cujas obras iniciaram no ano passado, é oriunda dos cofres do Estado, embora  o Governo do Amazonas tenha assinado contrato com o BNDES em dezembro do ano passado.

Omar Aziz frisou, ainda, que para realizar as obras da Copa os governos estaduais das 12 cidades que vão sediar o evento deverão aplicar recursos próprios e de empréstimos realizados com os bancos. “Não tem recurso a fundo perdido nessas obras", disse ao destacar que os Estados têm responsabilidades a serem cumpridas e que precisam de maior celeridade dos agentes financeiros.

Para as obras da Copa em Manaus, o Governo do Estado contratou R$ 400 milhões com o BNDES, para a construção da Arena da Amazônia, e aprovou outros R$ 600 milhões com a Caixa para a obra do monotrilho, para o qual o Estado também está  negociando com o Governo Federal a liberação de mais R$ 800 milhões.

sábado, 17 de setembro de 2011

BNDES deve financiar parte do monotrilho em Manaus

13/09/2011 - Amazonas Notícias

O governo estadual estuda utilizar a sua capacidade de endividamento definida no Plano Anual de Financiamento (PAF) para investir cerca de R$ 800 milhões do total de R$ 1,4 bilhão que serão destinados à construção do monotrilho em Manaus. O recurso seria financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O PAF é o mecanismo pelo qual os governos estaduais fazem acordo com o tesouro definindo a sua capacidade de endividamento, isso depois de previstas as despesas e receitas. A informação foi dada à senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) pela ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior. “Acredito que em breve o governador Omar Aziz estará dando essa boa notícia aos amazonenses. Isso resolve de vez o problema da mobilidade urbana e consolida nossa capital como sede da Copa do Mundo de 2014’, disse a senadora.

O consórcio vencedor para a construção da obra é composto pelas empresas CR Almeida S/A Engenharia de Obras, Mendes Junior Trading e Engenharia S/A, Serveng Civilsan S/A Empresas Associadas de Engenharia e a Scomi Engineering.



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domingo, 28 de agosto de 2011

Obra do monotrilho de Manaus é aprovada
domingo, 28 de agosto de 2011

Reunida nesta quinta-feira (4), a Comissão Geral de Licitação (CGL), do governo do Amazonas, aprovou por unanimidade a proposta de preço para a obra do monotrilho de Manaus.
A proposta, apresentada pelo Consórcio Monotrilho Manaus na última terça-feira (2), é de R$ 1,4 bilhão, dinheiro que será usado na elaboração do projeto executivo, construção e fornecimento e implantação do sistema, informou hoje o portal A Crítica.
A previsão do consórcio é que as obras do primeiro trecho do monotrilho - percurso que vai do centro da cidade até a Arena Amazônia, no bairro Flores, zona centro-sul da capital amazonense - tenham início a partir de dezembro deste ano, e possam ser concluídas até 2014. Ainda não foram definidos, porém, detalhes da obra como quantas estações terá o sistema, nem sua extensão total.

Fonte: Portal Copa

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Scomi vence licitação do monotrilho de Manaus

05/08/2011 - Revista Ferroviária

Único consórcio a apresentar proposta na concorrência do monotrilho da capital do Amazonas, o Monotrilho Manaus, formado pela fabricante Scomi, da Malásia, e pelas construtoras CR Almeida, Mendes Júnior e Serveng, foi o vencedor da licitação.

A Comissão Geral de Licitação (CGL) do Governo do Estado do Amazonas aprovou nesta quinta-feira, 04/08, a proposta de R$ 1.460.495.221,56 apresentada pelo consórcio, que ficará responsável pelo projeto executivo, construção, fornecimento dos trens e implantação do sistema na região metropolitana de Manaus.

A Scomi, que fornecerá os trens, também foi a vencedora da licitação do monotrilho da Linha 17-Ouro, em São Paulo, que ligará a estação Jabaquara do metrô ao aeroporto de Congonhas.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Consórcio apresenta proposta de R$ 1,4 bilhão para monotrilho

Consórcio apresenta proposta de R$ 1,4 bilhão para monotrilho
Publicado: quarta-feira, 3 de agosto de 2011
O valor, apresentado na tarde desta quarta-feira, é R$ 139 milhões menor que o último apresentado pelo consórcio.

O consórcio Monotrilho Manaus apresentou uma proposta de R$ 1.460.495.221,00 para a elaboração do projeto executivo, construção e fornecimento de equipamentos para a implantação do monotrilho em Manaus.

O valor, apresentado na tarde desta quarta-feira, na Comissão Geral de Licitação (CGL) do Governo do Estado, é R$ 139 milhões menor que o último apresentado pelo consórcio, em junho, que foi de R$ 1.599.868.501,67. O valor apresentado em junho foi recusado pela CGL, pois era 20,5% acima do valor que o governo estava disposto a pagar.

O valor de referência para a implantação do monotrilho é de R$ 1.327.777.474,15, e, de acordo com parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE), a CGL só pode aceitar um valor de, no máximo, 10% acima do valor de referência. O novo valor, apresentado hoje pelo consórcio, é 9,99% maior do que o valor de referência .

A CGL vai analisar a proposta e, às 10h desta quinta-feira, vai informar se aceita ou não o valor oferecido pelo consórcio Monotrilho Manaus.

Fonte: Portal D24am  

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Manaus não terá mais os sistemas BRT e monotrilho

02/06/2011 - A Crítica

Manaus não terá monotrilho nem BTR (Bus Transit Rapid) para a Copa do Mundo de 2014. A informação foi dada nesta terça-feira (31) pelo governador do Amazonas, Omar Aziz, e pelo prefeito Amazonino Mendes, após saírem da reunião com a presidente Dilma Rousseff, com os prefeitos das capitais e governadores do Estados-sedes da Copa de 2014.

Apesar de o prefeito de Manaus ter cedido e prometido não mais fazer críticas a respeito da construção do monotrilho - sob a responsabilidade do Governo do Estado, que vai se integrar ao BTR no projeto de mobilidade urbana da capital -, ele e Aziz chegaram a outro consenso: o sistema monotrilho-BRT não é prioridade para a Copa do Mundo, em Manaus, já que as exigências da Fifa são estádios, portos e aeroportos.

“Não temos que pensar na mobilidade urbana só para a Copa, mas para os próximos 20 ou 30 anos”, informou o governador.

O convencimento do prefeito sobre a construção do sistema ocorreu após uma recente conversa com Omar Aziz, que garantiu aprimorar o monotrilho. O governo vai trazer técnicos ingleses para uma revisão do projeto, o que, para Amazonino Mendes, imprime confiabilidade.

“Disse ao governador que para mim não haveria nenhum empecilho (a construção do monotrilho), pelo contrário, fico feliz. Pedi apenas que o projeto revisado seja exibido à Prefeitura de Manaus para que os técnicos examinem e ver se condiz com as necessidades”, declarou nesta terça (31) o prefeito de Manaus ao sair da reunião com a presidente Dilma Rousseff, os prefeitos das capitais e governadores do Estados-sedes da Copa de 2014.

Para aceitar a execução da obra, que, segundo a matriz de responsabilidade do PAC Copa custará R$ 800 milhões, vindos da Caixa Econômica Federal – sendo R$ 600 milhões do monotrilho e R$ 200 milhões do BRT – e deixar de reclamações o prefeito Amazonino Mendes fez exigências ao governador Omar Aziz: o projeto monotrilho tem que ter capacidade de transportar, na hora do pico, no mínimo 28 mil passageiros/hora; o Governo do Estado deverá encaminhar um projeto de lei à Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM) dando conta de que, na hipótese de haver subsídio de tarifa, o Estado vai arcar com a responsabilidade.

“Feito isso, outros detalhes menores, mais simples de serem removidos, como o comportamento dos alimentadores, o encontro dos dois sistemas BRT-VLT (o mesmo que monotrilho) os nossos técnicos vão ajustar naturalmente”, declarou o prefeito de Manaus.

Questionado se estava mais calmo e menos crítico com essa decisão entre Governo e Prefeitura de Manaus, Amazonino respondeu: “Não vejo mais por que eu tecer críticas porque as coisas estão conformadas com esse novo reexame técnico, segundo a palavra do governador, desde que mostre a capacidade técnica de 28 mil passageiros/hora”.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Projeto do Monotrilho é tema de audiência pública na ALE

03/05/2011 - D24 AM

Requerida pelo deputado Luiz Castro (PPS), a audiência teve a participação do coordenador da Unidade Gestora dos Projetos da Copa do Estado do Amazonoas (UGP Copa), Miguel Capobiango.


Manaus - Audiência pública na Assembléia Legislativa do Estado (ALE), na manhã de ontem (2), discutiu novamente as diretrizes do Monotrilho e o problema da mobilidade urbana na cidade de Manaus. Em pauta a demora do Estado em responder às recomendações do Ministério Público Federal (MPF) e da Controladoria-Geral da União (CGU), que elaborou relatório condenando o processo de licitação.

Enquanto o governo não se manifestar sobre o relatório, a Caixa Econômica Federal vai continuar retendo o dinheiro destinado às obras no Estado.

Requerida pelo deputado Luiz Castro (PPS), a audiência teve a participação do coordenador da Unidade Gestora dos Projetos da Copa do Estado do Amazonoas (UGP Copa), Miguel Capobiango, do presidente da comissão de Transporte da ALE, deputado Marcelo Ramos (PSDB) , do procurador da república, Ataíde Ribeiro da Costa, representando o MPF, e de representantes da sociedade civil organizada: estudantes, engenheiros, arquitetos e donas de casas.

Durante mais de três horas, o coordenador da UGP Copa tentou justificar aos presentes o projeto do Monotrilho, mesmo tendo à sua esquerda declarações fortes do Ministério Público Federal e demais membros da mesa.

“O que aconteceu com a ponte (sobre o Rio Negro), com aditivos contratuais, vai acontecer pior com esse monotrilho. Isso não é uma bola de cristal, o MPF tem relatórios técnicos que comprovam nossa afirmação”, comenta o procurador.

Improbidade administrativa

Em relatório divulgado em outubro do ano passado, a CGU afirmou que o projeto do Monotrilho trata-se “de uma operação de risco elevado”, uma vez que no projeto básico não havia estudos definidos para as estações, fundações, instalações elétricas, hidráulicas, sanitárias, sinalização e climatização das plataformas de passageiros, “com a necessidade de se obter recursos adicionais comprometendo a conclusão do empreendimento". O procurador do MPF, vai além e afirma que o monotrilho "seria uma porta aberta à improbidade administrativa”.

Outro ponto levantado pela mesa foi o prazo de conclusão das obras do Monotrilho. No projeto apresentado pelo governo a obra demandaria 46 meses para ser concluída. 40 meses para a construção, e mais seis meses para os testes e adequações do sistema.

“A menos que nossa matemática seja diferente, pelos meus cálculos, até a Copa temos pouco mais de 38 meses. Como o governo iria dar conta do projeto do monotrilho até lá”, alfineta o deputado Marcelo Ramos.

Briga de vaidades

Para o deputado Luiz Castro essa briga entre o governo do estado e a prefeitura em relação ao modelo de transporte de massa em Manaus não deveria estar ocorrendo.

“A questão em pauta é que a prefeitura tem a obrigação pelo transporte público da cidade. Eu não tenho preferência pelo BRT da prefeitura, mas sinto falta de um estudo que compare de fato os dois modelos apresentados e que seja escolhido o melhor para a sociedade”, comenta Castro.

Para o procurador do MPF, Ataíde Ribeiro da Costa, “o que nos parece é que há um filtro por onde passa as informações ao governador do estado sobre o assunto (Monotrilho)”, provoca.

Dinheiro preso

Os investimentos destinados pelo governo federal para o Amazonas somam R$ 800 milhões, destes, R$ 600 mi são para o governo do Estado, e os R$ 200 mi restantes, para a prefeitura. Todo esse valor está preso na Caixa Econômica Federal há mais de um ano por determinação do Tribunal de Consta da União (TCU), justamente pela ausência de resposta do governo às recomendações do MPF.

“Eu já nem discuto mais o próprio monotrilho ou BRT, meu problema é que estamos perdendo uma oportunidade única de termos um grande investimento em mobilidade urbana no Amazonas, por conta da ineficiência do Estado em responder aos questionamentos do MPF”, rebate Marcelo Ramos.

De acordo com Capobiango, nenhum projeto destinado a preparar Manaus para os jogos da Copa 2014, seriam continuados caso apresentem algum tipo de “dúvida”. “É determinação do governador que nenhum dos projetos continue, sem que antes, todos os fatores sejam explicados e comprovados”, disse.

Questionado do porque o governo protelou até hoje uma resposta formal ao MPF, Capobiango disse que em ano eleitoral não tem como pensar nessas coisas.

“Era um ano eleitoral e a pauta era outra. Agora, está sendo feito um levantamento pela PGE (Procuradoria Geral do Estado) para rever o projeto básico do Monotrilho, para sabermos se realmente ainda será mantido ou se iremos procurar um plano B para o problema do transporte em Manaus. Mas essa resposta sai em breve”, explica.

Apesar da declaração de Capobiango, o procurador do MPF não entede dessa forma. Para Ataíde Ribeiro da Costa, uma reformulação no projeto inicial ou um novo projeto levaria a licitação para a “estaca zero”. “Uma obra orçada em R$ 1,5 bi tem que ter um estudo prévio sério. Apropriar essas novas informações ao projeto deveria levar a licitação a estaca zero. O Monotrilho de Manaus está com sinal preocupante, sob pena de não ficar pronto”, disse o procurador.

Segundo Capobiango a alternativa do governo, caso o relatório da PGE seja desfavorável ao monotrilho, é refazer o projeto do início, ou apostar na proposta do BRT defendida pela prefeitura. "Ainda não está nada decidido", disse.

UGP admite que falta dinheiro para monotrilho em Manaus

03/05/2011 - D24 AM, Lívia Anselmo e Mônica Dias

Ainda que a Caixa Econômica Federal libere o dinheiro retido há mais de um ano por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministérios Público Federal e Estadual não há como realizar a obra.

Manaus - O coordenador da Unidade Gestora de Projetos da Copa de 2014 em Manaus (UGP), Miguel Capobiango, admitiu que o principal entrave para o andamento das obras do monotrilho é o financeiro. Ainda que a Caixa Econômica Federal libere o dinheiro retido há mais de um ano por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministérios Público Federal e Estadual não há como realizar a obra.

"A Caixa disponibilizou R$ 600 milhões, porém são necessários cerca de 750 milhões a mais. Há necessidade de buscar outros agentes financeiros", afirmou o coordenador.

Segundo Biango, o objetivo principal da obra não é a Copa do Mundo de 2014 e sim a melhoria do transporte coletivo de Manaus. "O objetivo do Monotrilho não é a Copa de 2014. A cidade carece de transporte coletivo de qualidade. O fato de não estarmos trabalhando para a Copa do Mundo não quer dizer que não faremos o possível para conseguir entregar antes", assegurou.

O governador Omar Aziz, em entrevista durante a inauguração doCentro de Educação de Tempo Integral (Ceti) Cinthia Régia, na tarde desta terça, confirmou que o projeto do monotrilho não é fundamental para a Copa do Mundo, mas funcionará como um legado para a cidade.

"Nós não temos que fazer um projeto de mobilidade urbana pensando exclusivamente em uma Copa que vai ter três ou quatro jogos na cidade. Nós temos que pensar em um projeto que vai servir para Manaus nos próximos 20 ou 30 anos. Até porque nem toda população de Manaus estará no estádio", disse Omar. 

Segundo o governador, o projeto do monotrilho já foi licitado e o que falta é saber como este será integrado com o Bus Rapid Transit (BRT, idealizado pela prefeitura de Manaus). "O principal de tudo é saber de onde será tirado o restante da verba necessária para a realização das obras".

Quanto ao monotrilho estar pronto para a Copa, o governador admitiu que o que deve estar pronto é o estádio. "O que deve estar pronto para os jogos é o estádio ou então não há futebol".

O governador disse também que respeita a posição do TCU e do Ministério Público e, de certa maneira, concorda. Omar disse estar aberto para discutir com qualquer órgão fiscalizador e com a sociedade sobre o assunto.

"O que eles querem eu também quero, preço justo, transparência e transporte de qualidade para a população", afirmou Omar.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Empresa do Monotrilho promete cumprir prazo

11/04/2011 - A Crítica

As obras do monotrilho de Manaus, em toda a extensão de 20 quilômetros ao longo das nove estações previstas pelo projeto básico, serão concluídas antes da Copa de 2014 se o contrato entre o governo do Estado e o consórcio Monotrilho Manaus for assinado até o fim deste mês. Mesmo que, para isso, as empresas precisem investir em um capital inicial maior que o previsto.

Foi o que garantiu o presidente do Conselho de Administração e sócio fundador da Scomi Internacional, Shah Hakim Zain. Ele afirmou que os empresários podem investir para que os atrasos no processo licitatório, que ameaçam a condição de Manaus enquanto subsede da Copa, não comprometam o andamento dos trabalhos dentro dos prazos impostos pela Fifa.

"O monotrilho de Manaus vai ser entregue no tempo do contrato para a Copa do Mundo. Nossos parceiros no Brasil - CR Almeida, Mendes Júnior e Cerveng - têm condições de fazer a parte da construção civil a tempo. Esta é a política do consórcio", declarou Shah.

Mais que isso, a concretização do negócio entre o Amazonas e o Consórcio Monotrilho pode refletir no renascimento da indústria da borracha no Estado e no aquecimento da indústria do alumínio na Amazônia, segundo executivos do grupo.

O presidente da Scomi no Brasil, Hilmy Zaini, revelou que a base dos vagões que vão compor os trens do monotrilho em Manaus é composta por alumínio e pneus de borracha, que dão estabilidade, conforto e segurança a esse modelo de transporte. De acordo com ele, o monotrilho de Manaus, com seus dez trens - cada um com seis vagões -, deve utilizar 960 pneus, que precisarão ser substituídos a cada 30 mil quilômetros rodados.

Matéria-prima regional

O sócio fundador da Scomi, Shah Hakim Zain, acenou o interesse da Scomi em regionalizar a linha de produção, utilizando na confecção dos pneus especiais para o monotrilho a borracha produzida pela fábrica do grupo Levorin (Neotec), que em julho começa a funcionar no Km 22 da AM-010 (Manaus-Itacoatiara).

Já Hilmy Zaini declarou, também, que as 12 toneladas de alumínio necessárias para a produção de um trem de monotrilho com as características do que deve ser implantado na capital Amazonense, podem ser compradas pela Scomi na própria região. A opção cogitada foi a fábrica da Alcoa, localizada em Juruti, na divisa do Pará com o Estado do Amazonas.

Segundo ele, atualmente os trens de monotrilho produzidos na Scomi em Kuala Lampur, na Malásia, utilizam alumínio comprado da fábrica Alcon, na Nova Zelândia.

Com o início das operações no Brasil - além de Manaus, São Paulo também possui um projeto de 20 quilômetros de monotrilho em fase de licitação - a empresa pretendia adquirir o alumínio necessário à linha de produção na fábrica da Alcon em Santa Catarina. Mas a proximidade do produto da Alcoa no Pará torna essa uma opção mais viável.

"É interesse da Scomi regionalizar a maior parte dos componentes possíveis. Comprar componentes na própria região reduz os nossos custos", explicou.

Nova fábrica

Presidente da Comissão Adminstrativa e sócio fundador da Scomi Internacional, Shah Hakim Zain se mostrou um entusiasta de que Manaus seja a primeira cidade sulamericana a receber uma fábrica de trens da empresa, que hoje está presente em 29 países.

De acordo com ele, vencer a licitação para a construção do monotrilho em Manaus é decisivo para a instalação de uma fábrica da Scomi no Amazonas. Mas estados como São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina também disputam o mesmo investimento.

"O Brasil é uma plataforma de investimento da Scomi na América Latina. E o Amazonas, por apresentar melhores vantagem tributárias para a implantação de uma fábrica. Fica habilitado para receber não apenas um centro de manutenção do monotrilho, como outros investimentos da Scomi, visando a expansão dos negócios para a América Latina", justificou ele, que ainda ressaltou a visibilidade que a implantação do monotrilho em Manaus, às vésperas da Copa 2014, pode dar à empresa.

Shah Hakim Zain explicou que a fábrica da Scomi no Brasil será fundamental para abastecer os outros monotrilhos e projetos em andamento em toda a América Latina. Por conta dos projetos sendo elaborados e das licitações abertas, em São Paulo e Manaus, a proximidade com o mercado brasileiro se torna indispensável.

Valor médio do monotrilho é de R$ 0,80 na Malásia e não tem subsídio do governo

10/04/2011 - Valmir Lima . portal@d24am.com

A diferença entre a realidade de Kuala Lumpur e de Manaus é que na Malásia, o sistema visa servir a população sem esperar lucro.


Kuala Lumpur (Malásia)* - A tarifa do monotrilho de Kuala Lumpur custa o equivalente a R$ 0,60 a mais barata e R$ 1,05 a mais cara, com um preço intermediário de R$ 0,80. O bilhete mais barato dá direito ao usuário, a partir da estação central (são 11 estações), viajar até duas estações. Do mesmo ponto central, a viagem até a terceira ou quarta parada, custa R$ 0,80 e para a última estação, o bilhete tem o valor mais alto (R$ 1,05).

A previsão do Governo do Amazonas no fim de 2010 era de uma tarifa de R$ 2,50 para os usuários exclusivos do monotrilho e de R$ 3,50 para os usuários do Passa Fácil (monotrilho e ônibus), com repasse de R$ 1,70 para o monotrilho.

Para os padrões de Manaus, a tarifa do monotrilho malaio é irrisória. A informação mais surpreendente, no entanto, é de que não há subsídio para custear a manutenção do sistema. “A tarifa paga todos os custos de manutenção”, disse o chefe de operações da linha de monotrilho de Kuala Lumpur, Abdul Hadi Amran. Nesse valor não está incluído o custo da construção do sistema e não sobra dinheiro para ampliação, mas é uma estratégia do governo de manter o transporte acessível à população.

A empresa pública que administra o monotrilho já tem aprovado um projeto de ampliação dos carros para dobrar a capacidade, mas o serviço vai ser custeado pelo governo. Serão R$ 250 milhões para substituir os 12 antigos trens de dois vagões por modelos mais modernos, com quatro vagões cada um. A própria Scomi foi contratada para fornecer os novos trens. Há também um estudo da administração do monotrilho para expandir o sistema em mais oito quilômetros, mas essa proposta ainda precisará de aprovação do governo e da comissão federal encarregada de apresentar propostas de melhoria do transporte da Grande Kuala Lumpur.

Para Abdul Hadi Amran, o que fatalmente vai encarecer a tarifa do monotrilho é a integração de bilhetes com o sistema de trens de subúrbio e do VLT (trem leve sobre trilhos), que representam 87% do transporte por trilhos em Kuala Lumpur. Estudos que estão sendo feitos pelo governo vão definir os novos valores da tarifa, mas não deve chegar ao patamar do que se paga hoje em Manaus no sistema de transporte coletivo por ônibus.

Apesar da tarifa relativamente baixa para os padrões brasileiros, o monotrilho de Kuala Lumpur fatura o equivalente a R$ 18,5 milhões (37 milhões de ringgt, a moeda local) por mês. Aqui cabe uma correção sobre o número de passageiros do monotrilho divulgado na sexta-feira: são 57,5 mil passageiros por dia e não por mês.

No sistema integral (incluindo as duas linhas de VLT e duas de trens suburbanos) viajam 464,5 mil passageiros por dia e não por mês, como foi divulgado.

É com esses R$ 18,5 milhões que a empresa pública controladora do monotrilho mantém o sistema de operações automatizado, a vigilância por câmeras, a segurança nas estações, os motoristas (Manaus não terá motoristas por opção do governo), o sistema de bilhetagem e o centro de manutenção dos carros, além de toda a estrutura administrativa do monotrilho.

Para o Amazonas, o governo criou, na gestão do ex-governador Eduardo Braga, uma empresa público-privada, denominada Companhia de Transporte Metropolitano, com o objetivo de gerir o sistema. A diferença entre a realidade de Kuala Lumpur e de Manaus é que na Malásia, o sistema visa servir a população sem esperar lucro. A questão que o governo precisa responder é: o monotrilho terá uma tarifa acessível?

Prazos

Os prazos para a construção do monotrilho de Manaus e São Paulo são a principal preocupação dos consórcios que aguardam a definição das licitações públicas. Pela proposta inicial do Governo do Amazonas, já há um atraso de um ano para o início das obras em Manaus visando a Copa de 2014. Essa preocupação se justifica pelo tempo de construção dos trens.

De acordo com engenheiros da Scomi Engineering, em apresentação feita na fábrica de vagões e ônibus, ao norte da Malásia, na sexta-feira, a produção de cada módulo dura 12 semanas. Isso significa que no ritmo de trabalho atual a empresa poderia produzir 100 carros por ano. Só para Manaus serão necessários 72 em circulação e pelo menos mais oito para manutenção. Em dois anos, só seria possível atender a demanda de São Paulo e Manaus se a fábrica criasse novos turnos de trabalho.  Como a empresa pretende montar os trens no Brasil, ainda precisaria de mais tempo para montar a estrutura física.

(*) O repórter viajou a convite da Scomi International

sábado, 9 de abril de 2011

Nova proposta de preço para obra do monotrilho

01/04/2011 - A Critica, Monica Prestes

Valor da obra pode custar mais que valor de referência, estipulado na licitação, que é de R$ 1,327 bi

A construção do monotrilho em Manaus pode custar aos cofres públicos mais do que o valor de referência estipulado pela licitação, de R$ 1,327 bilhão. Foi o que afirmou o secretário estadual de Planejamento, Marcelo Lima.

No final da tarde da última quinta-feira, limite do prazo, o Consórcio Monotrilho Manaus apresentou nova proposta de preço para o empreendimento. A anterior, de R$ 1,687 bilhão, foi rejeitada pela Comissão Geral de Licitação (CGL) no dia 18 de março por ser superior ao valor de referência.

Segundo o secretário da Seplan, a CGL encaminhou pedido de parecer à Procuradoria Geral do Estado (PGE) para saber quais são os dispositivos legais que permitem ao Estado aceitar proposta de preço superior ao valor de referência estabelecido pela licitação.

“A licitação não apresenta um valor mínimo ou um teto. Ela estabelece apenas um valor de referência, que é de R$ 1,3 bilhão. O que a CGL quer são embasamentos legais para aceitar propostas acima dessa referência, se for o caso”, explicou Lima.

De acordo com ele, a medida foi tomada há alguns dias pela CGL como forma de evitar mais atrasos no início da obra - que, inicialmente, estava prevista para o primeiro trimestre de 2010 - e comprometer a realização da Copa do Mundo 2014 em Manaus.

“O processo (licitatório) está sendo atacado por todos os lados. É uma precaução para evitar mais atrasos. Não podemos ter mais percalços ou não conseguiremos iniciar a obra a tempo de concluir dentro do prazo”, explicou.

Marcelo Lima ainda afirmou que a data limite para início das obras do monotrilho é junho deste ano. Depois dessa data, o prazo de conclusão pode ser comprometido, alertou ele.

“Mas ainda temos a possibilidade de começar as obras antes disso. Nossa estimativa não depende apenas do governo, mas da análise dos órgãos de controle e do financiador, que é a Caixa Econômica Federal. As licenças ambientais já foram todas emitidas”, disse.

O Consórcio Monotrilho Manaus - formado pelas empresas CR Almeida S/A Engenharia de Obras, Mendes Júnior Trading e Engenharia S/A, Serveng Civilsan S/A Empresas Associadas de Engenharia e a Scomi Engineering - é o único a concorrer na licitação.

A nova proposta de preço inclui a elaboração do projeto executivo, construção, fornecimento e implantação de um sistema monotrilho para a Região Metropolitana de Manaus. A CGL deve marcar, para a próxima semana, sessão para abertura do envelope com a nova proposta.

domingo, 3 de abril de 2011

Projeto de monotrilho é criticado no Recife

24/02/2011 - Jornal do Commercio/PE

A proposta de implantação de um sistema de monotrilho ou monorail em alguns dos futuros corredores exclusivos de transporte público da Região Metropolitana do Recife, em elaboração desde o fim do ano passado a pedido do governo do Estado, já nasce sendo alvo de contestação. O uso do modelo, cuja concepção prevê um veículo montado ou pendurado sobre um único trilho, elevado por colunas de concreto, não agrada aos técnicos do setor em Pernambuco, gente que conhece o sistema de transporte do Grande Recife. A rejeição não é à tecnologia. mas ao fato de ela não ser ideal para a realidade da região.

O Jornal do Commercio ouviu três dos melhores técnicos do Estado, conhecidos nacionalmente: Germano Travassos, consultor, Osvaldo Lima Neto, doutor em transporte e professor da UFPE, e César Cavalcanti, vice-presidente nacional da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) e também professor da UFPE. Todos foram unânimes em afirmar que o monotrilho não é o modelo mais recomendado para o transporte de massa. É mais utilizado em operações turísticas. Além disso, custaria pelo menos quatro vezes mais do que o Bus Rapid Transit (BRT), adotado pela cidade de Curitiba (PR) há mais de 30 anos e que estava praticamente certo para ser implantado no Recife.

Na visão técnica, o monotrilho teria, no máximo, o mesmo resultado do sistema de ônibus, só que custaria mais e levaria um tempo maior para ser implantado. “O sistema de monorail tem suas vantagens, sem dúvida, mas além de não existirem muitos exemplos do seu uso para transportar altas demandas de passageiros, possui um grau de sofisticação muito fora da nossa realidade. Não conseguimos sequer pintar faixas de ônibus nas vias, imagine implantar um sistema caríssimo. Tudo nele custa mais do que no sistema de ônibus. O operador de um monotrilho será mais caro que o motorista de ônibus convencional, o custo de operação também. E uma tarifa de R$ 2 não cobriria esse valor”, alerta César Cavalcanti.

Mesmo ressaltando não conhecer o projeto desenvolvido pela Odebrecht e não ser contra a tecnologia do monorail, Germano Travassos pondera que o sistema de um único trilho não tem a flexibilidade e maleabilidade do ônibus, tão necessárias à rede do Grande Recife. “Ele funciona melhor com demandas constantes, que não oscilam em horários de pico e em estações distantes uma das outras. Na verdade, é preciso fazer um estudo da rede e, a partir dele, ver qual tipo é mais adequado. Mas aqui isso não acontece. Pegam um modelo usado em outro lugar e simplesmente acham que funciona do mesmo jeito. Ele tem que se adequar a uma demanda existente, afinal, não estamos falando de uma cidade nova, mas de uma que já existe”, defende.
Osvaldo Lima Neto vai além e adverte que a tentação que o governo do Estado enfrenta agora poderá custar caro mais na frente. “Enquanto se gasta de US$ 5 milhões a US$ 10 milhões para fazer um quilômetro de BRT, são necessários de US$ 50 milhões a US$ 80 milhões para o mesmo trecho de monotrilho. É algo surreal, muito caro. Se o governador optar por ele, será uma escolha muito arriscada”, diz. “Que países como França e Inglaterra usem o monotrilho, tudo bem. Eles não têm favela e o teto das unidades de saúde não está ameaçando desabar. Nós não. Precisamos ter um bom resultado com o menor custo. E isso é possível com um sistema eficiente de ônibus. Veja o Transmilênio, de Bogotá, Colômbia. É modelo para todo o mundo e é operado por ônibus”, conclui César Cavalcanti.

A proposta, definida como um estudo de mobilidade para a cidade visando a Copa de 2014, vem sendo tratada em segredo pelo governo do Estado e pela Construtora Odebrecht, autora da ideia. Ao ser procurado pelo JC, o Grande Recife Consórcio de Transporte, gestor do sistema e quem estava à frente dos projetos de BRT, jogou a responsabilidade para a Secretaria das Cidades.
O secretário Danilo Cabral, por sua vez, silenciou. A assessoria de imprensa do gestor sequer deu retorno ao ser procurada pelo JC. Sabe-se, apenas, que o projeto será submetido à decisão final do governador Eduardo Campos, o que está previsto para acontecer na próxima semana. A Odebrecht também não se pronunciou. Alegou não ter autorização do governo para falar. O que se sabe é que o modelo de monotrilho poderá substituir os projetos previstos para o Corredor Norte-Sul - que ligaria os extremos do Grande Recife pela Avenida Agamenon Magalhães - a Avenida Norte e o Corredor Leste-Oeste. O uso neste último, entretanto, já estaria descartado por não ser viável.

É caro para construir, mais ainda para manter

Além de não ser adequado para o transporte de massa, o monotrilho tem de outro problema, segundo os especialistas: sustentabilidade financeira. O sistema é caro para fazer e oneroso para manter. “As pessoas acham que uma tecnologia é sustentável apenas pelo aspecto ambiental. Mas é preciso considerar a manutenção do modelo depois de pronto”, argumenta o presidente do Centro de Transporte Sustentável do Brasil (CTS), Luis Antonio Lindau.

Ele defende, inclusive, que é preciso fazer uso mais nobre da superfície, abrindo espaço entre os carros para o ônibus, no lugar de pensar em elevados. “O sistema BRT, criado em Curitiba, é modelo para o mundo todo, menos para o Brasil. Custa 20 vezes menos que o metrô, mas para nós, brasileiros, não serve”, critica Lindau.

O alto custo de manutenção é um dos motivos pelos quais o monotrilho não vingou em outros lugares do País, como São Paulo e Manaus (AM). Até mesmo em nações desenvolvidas ficou difícil manter o sistema. É o caso de Las Vegas (EUA) e Dubai (Emirados Árabes), cuja demanda não compensou o alto investimento. Em Dubai, uma linha de 54 quilômetros custou US$ 7,6 bilhões e deveria transportar 1,2 milhão de pessoas por dia, mas só conseguiu demanda de 66 mil passageiros.

Monotrilho de Manaus prestes a sair do papel

01/03/2011 - Portal Amazônia

O governador do Amazonas, Omar Aziz, garantiu, nesta segunda-feira (28), que a licitação do monotrilho deve ser anunciada nos próximos dias. Afirmação foi dada durante visita do ministro do Esporte, Orlando Silva, a Manaus, onde visitou as obras da Arena da Amazônia e falou desses e de outros projetos da capital para a Copa do Mundo de 2014.

Omar afirmou que quer ver o projeto “sair do papel”. Para isso, o lançamento da licitação está marcada para após o Carnaval. “Essa não é uma decisão política nem pessoal. Chegou o momento de termos um transporte de qualidade e digno para a população de Manaus”, disse. A obra está orçada em R$ 1,3 bilhão.

Em agosto do ano passado, a Comissão Geral de Licitação (CGL) lançou o edital da concorrência para empresas interessadas em executar as obras do monotrilho em Manaus. Do total de 46 empresários que retiraram o edital de licitação, dois consórcios formados por três empresas concorreram na disputa, mas o certame foi cancelado para ajustar as determinações feitas pela Controladoria Geral da União (CGU).

Neste mês de março, a presidente Dilma Rousseff pretende reunir-se com os governadores e prefeitos das sedes para um balanço das obras e de tomadas de decisões que possam intensificar a preparação do país para a Copa. A ideia é que a cada três meses seja feita uma nova reunião de balanço das obras.

Segundo o ministro Orlando Silva, a vinda a Manaus é parte de um roteiro pelas cidades sedes da Copa de 2014, a pedido da presidente. “Saímos daqui muito confiantes no projeto do Amazonas. Confiantes de que Manaus estará pronta para a Copa 2014”, disse Orlando Silva.