quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Após reunião em Brasília, SP e Manaus ficam sem obras de mobilidade para Copa de 2014

20/12/2012 - UOL, Vinicius Konchinski e Aiuri Rebello

O governo federal definiu que São Paulo e Manaus não terão nenhuma obra de mobilidade urbana para a Copa do Mundo de 2014, ao contrário do anunciado inicialmente

A decisão foi tomada durante reunião do Gecopa (Grupo Executivo da Copa) nesta quarta-feira, em Brasília. Foram retirados da Matriz de Responsabilidades as duas obras de mobilidade urbana previstas em Manaus e a única obra prevista em São Paulo para até o início do Mundial, em junho de 2014. A Matriz é o documento firmado por União, Estados e cidades-sede que traz as obras que devem ser executadas para o torneio.

A decisão deve ser publicada no Diário Oficial da União na próxima semana. A reunião deliberou também sobre outros pontos do documento que devem ser revisados, mas não foram divulgados.

Em Manaus, foi retirado da Matriz o monotrilho, obra orçada em R$ 1,3 bilhão. De acordo com o último relatório do TCU (Tribunal de Contas da União), divulgado no início de novembro, o projeto ainda não havia saído do papel. Em Manaus, também foi retirado da matriz o corredor para tráfego exclusivo de ônibus, chamado BRT. A obra, de R$ 290 milhões, também não começou, de acordo com o último relatório do TCU.

Tragédia anunciada
Em São Paulo, foi retirada da Matriz a obra da Linha 17-Ouro do Metrô, o monotrilho que fará a ligação entre o aeroporto de Congonhas e a rede de trens metropolitanos da capital paulista. A obra, orçada em R$ 1,8 bilhão, sofreu atrasos e não ficará pronta a tempo do Mundial. De acordo com o governo paulista, a previsão de entrega da primeira parte da obra é até o final de 2014.

No dia 28 de novembro, o UOL Esporte revelou que o governo de São Paulo havia formalizado pedido para a retirada do monotrilho da Matriz. Já no dia 14 do mesmo mês, oUOL Esporte também revelou que as duas obras de mobilidade urbana em Manaus também seriam retiradas da Matriz.

Manobra por financiamento
A retirada é uma manobra dos governos estaduais para as obras não ficarem sem financiamento da União. As obras de mobilidade urbana nas 12 cidades-sede da Copa de 2014 que constam na Matriz de Responsabilidades possuem uma linha de crédito especial da Caixa Econômica Federal. A Matriz prevê que apenas recebam os recursos da Caixa obras que ficarão prontas até o início do Mundial.

Com a retirada da Matriz, os governos paulista e amazonense podem pedir outra linha de financiamento ao Ministério do Planejamento. De acordo com a pasta, as obras podem ser financiadas com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Mobilidade.

De acordo com o governo do Amazonas, a União continuará a financiar, por meio do PAC, o monotrilho de Manaus, além de R$ 200 milhões dos R$ 290 milhões de custo do BRT na cidade. O governo de São Paulo informa que também não pretende perder o financiamento de R$ 1 bilhão do governo federal para o monotrilho, e por isso pediu a retirada do projeto da Matriz.

Sucessão de atrasos
No dia 28 de setembro, o governo federal confirmou que a construção do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) de Brasília, outra das cidades-sede, havia sido retirado da Matriz a pedido do governo do Distrito Federal, já que também não ficaria pronto para o mundial. O VLT ligaria o aeroporto da capital ao Terminal da Asa Sul.

A obra, que seria entregue em janeiro de 2014, não tem data para terminar. Do custo estimado de R$ 276,9 milhões, a obra teria um financiamento de R$ 263 milhões da Caixa. Agora, os recursos irão sair do PAC Mobilidade, de acordo com o Ministério do Planejamento.

Também foi retirado do documento o Corredor Expresso Norte-Sul em Fortaleza, um dos sete projetos da área de transporte urbano da cidade previstos inicialmente para o Mundial. A construção de corredores de ônibus BRT (Bus Rapid Transport) em Salvador também foi excluída do planejamento para a Copa. Até agora, cinco projetos de mobilidade urbana previstos em 2010 não ficarão prontos até o início do Mundial. Ao todo, 46 projetos nessa área ainda estão previstos para serem entregues até a Copa de 2014.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Estudo aponta monotrilho como opção para cinco trajetos em BH

11/12/2012 - O Tempo, Joana Suarez

Rapidez e custo de implementação são atrativos; capacidade do vagão é ponto fraco




Pelo menos seis trechos de Belo Horizonte e da região estão aptos a receber o sistema de transporte sobre trilhos suspensos (monotrilho), segundo um estudo informal feito por especialistas em trânsito. Com implementação mais rápida e barata que o metrô, a solução passou a ser cogitada pela Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), até então resistente à alternativa. O órgão informou que já tem estudos para um dos trajetos e que pretende aderir ao sistema se ficarem comprovados seu custo mais baixo e boa capacidade de passageiros.

O monotrilho é apontado como uma boa opção para o transporte de massa intermunicipal. Segundo Luiz Otávio Portela, um dos autores do estudo e membro da Sociedade Mineira de Engenheiros, são muitos os pontos favoráveis. "O monotrilho é viável até em termos de poluição porque diminui a quantidade de ônibus a diesel".

Já o especialista em trânsito Osías Baptista Neto alerta que antes de decidir pelo monotrilho, é preciso avaliar qual tecnologia se ajusta melhor a cada ponto da cidade. "Na Pedro II, por exemplo, as árvores do canteiro central teriam que ser cortadas", disse. Como pontos negativos da alternativa, ele aponta a capacidade de passageiros - 150 por vagão, enquanto no metrô são 300 - e a necessidade de estações elevadas, fazendo com que os usuários tenham que subir até o ponto.

Segundo o diretor de planejamento da BHTrans, Célio Freitas, a autarquia fez, recentemente, um estudo sobre a implementação do monotrilho da praça da Estação até o bairro Belvedere, ambos na região Centro-Sul. "A proposta ainda não teve andamento porque o custo era elevado. Mas se conseguirmos um preço mais acessível, será só uma questão de colocar em prática".

Com a recente instalação do monotrilho em São Paulo, uma indústria canadense do ramo se instalou na cidade, barateando o custo do transporte. Cada km de monotrilho construído custa cerca de R$ 70 milhões. Já o metrô demanda um investimento de R$ 250 milhões por km. Como não seriam necessárias desapropriações, já que ele fica a cerca de 15 m do chão, o monotrilho teria implementação mais barata e mais rápida.

Ainda conforme o diretor da BHTrans, não há previsão para que o monotrilho substitua as linhas de metrô. "Estávamos focados no BRT (Ônibus Rápido sobre Trilhos). Agora, estamos analisando outras propostas, e o monotrilho tem se mostrado atraente", disse Freitas. (Com Leandro Aguiar)
Estado quer transporte até Confins
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico apresentou, recentemente, à Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), uma proposta para implementar o monotrilho do centro da capital ao aeroporto Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana. Segundo o subsecretário de investimentos estratégicos, Luiz Athayde, a proposta depende agora de decisões políticas.

"Temos estudos que podem utilizar o monotrilho ou o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). Falta uma articulação com os municípios envolvidos", disse. O primeiro passo é as prefeituras de Vespasiano, São José da Lapa, Confins, Lagoa Santa e Santa Luzia manifestarem interesse. Ainda não há custos nem datas.

A BHTrans já havia discutido a proposta com empresários e representantes de entidades de classe. (JS)

Governo federal confirma que Manaus não terá BRT e nem monotrilho para a Copa

Governo federal confirma que Manaus não terá BRT e nem monotrilho para a Copa

21/12/2012 - D24am.com

A decisão deve ser publicada no Diário Oficial da União. A Matriz é o documento firmado por União, Estados e cidades-sede que traz as obras que devem ser executadas para o torneio.

Manaus - O governo federal confirmou que Manaus não terá nenhuma obra de mobilidade urbana para a Copa do Mundo de 2014, ao contrário do anunciado inicialmente. A decisão foi tomada durante reunião do Gecopa (Grupo Executivo da Copa) nesta quarta-feira, em Brasília. Foram retirados da Matriz de Responsabilidades as duas obras de mobilidade urbana previstas para a cidade. A Matriz é o documento firmado por União, Estados e cidades-sede que traz as obras que devem ser executadas para o torneio.

Em Manaus, foi retirado da Matriz o monotrilho, obra orçada em R$ 1,3 bilhão. De acordo com o último relatório do TCU (Tribunal de Contas da União), divulgado no início de novembro, o projeto ainda não havia saído do papel. Em Manaus, também foi retirado da matriz o corredor para tráfego exclusivo de ônibus, chamado BRT. A obra, de R$ 290 milhões, também não começou, de acordo com o último relatório do TCU.

A retirada é uma manobra dos governos estaduais para as obras não ficarem sem financiamento da União. As obras de mobilidade urbana nas 12 cidades-sede da Copa de 2014 que constam na Matriz de Responsabilidades possuem uma linha de crédito especial da Caixa Econômica Federal. A Matriz prevê que apenas recebam os recursos da Caixa obras que ficarão prontas até o início do Mundial.

Com a retirada da Matriz, o governo amazonense pode pedir outra linha de financiamento ao Ministério do Planejamento. De acordo com a pasta, as obras podem ser financiadas com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Mobilidade.

De acordo com o governo do Amazonas, a União continuará a financiar, por meio do PAC, o monotrilho de Manaus, além de R$ 200 milhões dos R$ 290 milhões de custo do BRT na cidade.

Fonte: D24am.com

sábado, 10 de novembro de 2012

Thales fornecerá o CBTC do monotrilho de Manaus

08/11/2012 - Revista Ferroviária

A Thales, empresa de sistemas de sinalização e soluções para controle de trens urbanos, fornecerá o CBTC (Communications-Based Train Control) para o monotrilho de Manaus, que está sendo implantado pelo consórcio Monotrilho Manaus, composto por CR Almeida, Mendes Junior, Serveng-Civilsan e Scomi. O contrato foi assinado na semana passada.

A notícia foi dada pelo diretor de Desenvolvimentos de Negócios de Transporte da Thales, Thomaz Aquino, com exclusividade para a Revista Ferroviária, durante a Feira Negócios nos Trilhos. "Nossa experiência é de 25 anos de CBTC e essa é a nossa diferença", destacou Aquino ao falar que a Thales tem CBTC instalados em importantes sistemas de transporte sobre trilhos do mundo, como Hong Kong, Londres, Nova York e Vancouver.

O monotrilho amazonense será driverless (automático e sem condutor) e o primeiro sistema de transporte sobre trilhos do Estado. A Thales implantará o seu SelTrac CBTC, que será desenvolvido no centro de competência da empresa em Toronto, no Canadá, em conjunto com a Omnisys, subsidiária da empresa no Brasil.

Esse é o segundo contrato de CBTC que a empresa fecha no Brasil em menos de um ano. No ano passado, a empresa fez a parceria para o fornecimento da tecnologia para o monotrilho Linha 17-Ouro de São de Paulo. Os sistemas das duas capitais são semelhantes.

Palestra sobre CBTC

O diretor da Thales, Thomaz Aquino, participou de um workshop no segundo dia da Feira Negócios no Trilhos e explicou a experiência da empresa nos mais diversos setores do transporte, principalmente no metroferroviário. O foco da palestra foi o CTBC, sistema automatizado que diminui o intervalo entre os trens, evita falhas humanas e reduz custos.

Aquino pontuou as características do sistema, entre elas a capacidade de localização do trem com alta precisão e a melhor utilização da via, pois o equipamento é capaz de adaptar a linha ao perfil de cada trem. Ele citou como exemplo o VLT de São Francisco (EUA), onde não foi necessária a construção de novos túneis para ampliação do sistema. A instalação do CBTC permitiu a ampliação de 23 para 48 VLTs por hora com economia de 1,3 bilhão de dólares.


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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Aeroporto de Guarulhos terá monotrilho

31/10/2012 - Tempo Real

A concessionária responsável pela administração do aeroporto internacional de Guarulhos, planeja construir um monotrilho para viabilizar o transporte dentro do complexo aeroportuário sem que nenhum passageiro precise gastar mais de dez minutos entre uma e outra parada. O sistema elevado sobre trilhos, que tem uma estimativa preliminar de custo de US$ 40 milhões, deve estar em operação até 2016.
De acordo com Antônio Miguel Marques, presidente da concessionária, o planejamento foi feito com paradas interligando os dois terminais de passageiros existentes (T1 e T2), o novo terminal em construção (T3) e o terminal remoto (T4) que está a dois quilômetros da estrutura principal. Tem ainda extensões previstas para a área reservada a um centro de convenções e para o setor que abrigará futuras estações da CPTM e do trem de alta velocidade Rio-São Paulo-Campinas.

"É um projeto factível, mas intimamente ligado à chegada do sistema ferroviário ao aeroporto", afirmou Marques, reconhecendo que as distâncias entre cada um desses pontos são difíceis de vencer a pé, o que indica a necessidade do monotrilho. Segundo ele, a população permanente do aeroporto (basicamente funcionários) é de 30 mil pessoas e deve chegar a 50 mil com a plena operação do TPS3 e do novo terminal de cargas, o que reforça essa necessidade. A população flutuante (passageiros e acompanhantes) já alcança 300 mil pessoas por dia, completa Marques.

O governo estadual promete desengavetar, a partir do ano que vem, um ramal de 11,5 quilômetros da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). É a chamada Linha 13-Jade, tem capacidade prevista para 120 mil passageiros por dia e ligação prevista com a estação Engenheiro Goulart, na zona leste de São Paulo. Paralelamente, o governo federal pretende colocar um trem-bala em operação até 2020, com paradas nos aeroportos de Viracopos, de Guarulhos e do Galeão.

Empenhado em desfazer a impressão de que a Invepar fez uma proposta ousada demais pela concessão de Guarulhos, com um desembolso anual de aproximadamente R$ 800 milhões em outorga à União, Marques insiste na atratividade do plano comercial da concessionária, elaborado pela austríaca ACV. Hoje a receita do maior aeroporto do país fica perto de R$ 1 bilhão por ano. "Achamos possível quadruplicar esse valor no horizonte de dez anos."

A concessionária, liderada pela Invepar e com participação minoritária da sul-africana ACSA, anunciou recentemente o projeto de instalação de dois hotéis no novo T3. Um deles ficará no espaço alfandegado do aeroporto, dedicado a passageiros em conexão, que não precisam sair da área de embarque para se hospedar. Outro será na área externa.

Agora, o executivo diz que já iniciou as tratativas para viabilizar dois outros hotéis, dentro da área de concessão do aeroporto: um três estrelas no novo terminal de cargas e mais um cinco estrelas, que estará ao lado de um centro de convenções. Para atrair investidores, no entanto, Marques está convencido de que precisa oferecer um prazo de exploração entre 25 e 30 anos para eventuais interessados. O problema é que esse prazo supera o período de concessão do aeroporto em si, que é de 20 anos. Para resolver o que ele considera uma trava, pediu ao governo que aceite um compromisso de honrar - após o término da concessão - o contrato com esses investidores.

Por enquanto, a Infraero ainda gere o aeroporto e toma as decisões, com acompanhamento da nova concessionária privada. A partir de 14 de novembro, os papéis de invertem, às vésperas de um feriado que juntará a Proclamação da República com o Dia da Consciência Negra. A concessionária preparou um "plano de contingência" para o feriadão, que se estenderá até o fim das férias escolares, incluindo o Natal e o Ano Novo. "Haverá reforço de pessoal e de equipamentos."

Uma novidade, além da anunciada troca na sinalização visual dos terminais, será a dispensa de leitura ótica dos cartões para permitir o acesso dos passageiros às áreas de embarque. Parece um detalhe, segundo ele, mas são segundos adicionais que podem se transformar em longas filas quando o aeroporto está cheio.

A concessionária fechou com Maria Fernanda Coelho, ex-presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), para cuidar da parte de relações institucionais. Maria Fernanda, que esteve à frente do banco estatal durante o segundo mandato do ex-presidente Lula, passou um período na Venezuela, onde participava da Gran Misión Vivienda, versão chavista do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.

A nova concessionária de Guarulhos tem participação privada majoritária (51%) e uma fatia da Infraero (49%). Do lado privado, a Invepar tem 90% do capital, enquanto a operadora sul-africana ACSA detém 10%. Ela opera aeroportos como o de Joanesburgo e o de Mumbai (Índia). O grupo ofereceu outorga de R$ 16,2 bilhões, no leilão de 6 de fevereiro, com ágio de 373%, um valor considerado inviável pelos demais concorrentes.


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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Aeroporto de Guarulhos deve ganhar monotrilho

31/10/2012 - Valor Econômico

A concessionária responsável pela administração do aeroporto internacional de Guarulhos, planeja construir um monotrilho para viabilizar o transporte dentro do complexo aeroportuário sem que nenhum passageiro precise gastar mais de dez minutos entre uma e outra parada. O sistema elevado sobre trilhos, que tem uma estimativa preliminar de custo de US$ 40 milhões, deve estar em operação até 2016.

De acordo com Antônio Miguel Marques, presidente da concessionária, o planejamento foi feito com paradas interligando os dois terminais de passageiros existentes (T1 e T2), o novo terminal em construção (T3) e o terminal remoto (T4) que está a dois quilômetros da estrutura principal. Tem ainda extensões previstas para a área reservada a um centro de convenções e para o setor que abrigará futuras estações da CPTM e do trem de alta velocidade Rio-São Paulo-Campinas.

"É um projeto factível, mas intimamente ligado à chegada do sistema ferroviário ao aeroporto", afirmou Marques, reconhecendo que as distâncias entre cada um desses pontos são difíceis de vencer a pé, o que indica a necessidade do monotrilho. Segundo ele, a população permanente do aeroporto (basicamente funcionários) é de 30 mil pessoas e deve chegar a 50 mil com a plena operação do TPS3 e do novo terminal de cargas, o que reforça essa necessidade. A população flutuante (passageiros e acompanhantes) já alcança 300 mil pessoas por dia, completa Marques.

O governo estadual promete desengavetar, a partir do ano que vem, um ramal de 11,5 quilômetros da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). É a chamada Linha 13-Jade, tem capacidade prevista para 120 mil passageiros por dia e ligação prevista com a estação Engenheiro Goulart, na zona leste de São Paulo. Paralelamente, o governo federal pretende colocar um trem-bala em operação até 2020, com paradas nos aeroportos de Viracopos, de Guarulhos e do Galeão.

Empenhado em desfazer a impressão de que a Invepar fez uma proposta ousada demais pela concessão de Guarulhos, com um desembolso anual de aproximadamente R$ 800 milhões em outorga à União, Marques insiste na atratividade do plano comercial da concessionária, elaborado pela austríaca ACV. Hoje a receita do maior aeroporto do país fica perto de R$ 1 bilhão por ano. "Achamos possível quadruplicar esse valor no horizonte de dez anos."

A concessionária, liderada pela Invepar e com participação minoritária da sul-africana ACSA, anunciou recentemente o projeto de instalação de dois hotéis no novo T3. Um deles ficará no espaço alfandegado do aeroporto, dedicado a passageiros em conexão, que não precisam sair da área de embarque para se hospedar. Outro será na área externa.

Agora, o executivo diz que já iniciou as tratativas para viabilizar dois outros hotéis, dentro da área de concessão do aeroporto: um três estrelas no novo terminal de cargas e mais um cinco estrelas, que estará ao lado de um centro de convenções. Para atrair investidores, no entanto, Marques está convencido de que precisa oferecer um prazo de exploração entre 25 e 30 anos para eventuais interessados. O problema é que esse prazo supera o período de concessão do aeroporto em si, que é de 20 anos. Para resolver o que ele considera uma trava, pediu ao governo que aceite um compromisso de honrar - após o término da concessão - o contrato com esses investidores.

Por enquanto, a Infraero ainda gere o aeroporto e toma as decisões, com acompanhamento da nova concessionária privada. A partir de 14 de novembro, os papéis de invertem, às vésperas de um feriado que juntará a Proclamação da República com o Dia da Consciência Negra. A concessionária preparou um "plano de contingência" para o feriadão, que se estenderá até o fim das férias escolares, incluindo o Natal e o Ano Novo. "Haverá reforço de pessoal e de equipamentos."

Uma novidade, além da anunciada troca na sinalização visual dos terminais, será a dispensa de leitura ótica dos cartões para permitir o acesso dos passageiros às áreas de embarque. Parece um detalhe, segundo ele, mas são segundos adicionais que podem se transformar em longas filas quando o aeroporto está cheio.

A concessionária fechou com Maria Fernanda Coelho, ex-presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), para cuidar da parte de relações institucionais. Maria Fernanda, que esteve à frente do banco estatal durante o segundo mandato do ex-presidente Lula, passou um período na Venezuela, onde participava da Gran Misión Vivienda, versão chavista do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.

A nova concessionária de Guarulhos tem participação privada majoritária (51%) e uma fatia da Infraero (49%). Do lado privado, a Invepar tem 90% do capital, enquanto a operadora sul-africana ACSA detém 10%. Ela opera aeroportos como o de Joanesburgo e o de Mumbai (Índia). O grupo ofereceu outorga de R$ 16,2 bilhões, no leilão de 6 de fevereiro, com ágio de 373%, um valor considerado inviável pelos demais concorrentes.


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terça-feira, 30 de outubro de 2012

PPP pode viabilizar monotrilho entre capital, Betim e Contagem

30/10/2012 - O Tempo

As cidades de Belo Horizonte, Contagem e Betim, ambas na região metropolitana, podem ser ligadas por um monotrilho, sistema de transporte elevado sobre trilhos. A ideia teria partido de uma grande construtora, que realizou um estudo sobre a obra e demonstrou interesse em colocá-la em prática por meio de uma parceria público-privada (PPP). A possibilidade deve ser discutida na próxima semana entre os prefeitos recém-eleitos dos três municípios. Em favor dela estão as obras de custo mais baixo e de mais rápida execução que as do metrô. Contra, está a capacidade menor de passageiros.

O monotrilho é apontado pelo projeto como a solução de transporte de massa intermunicipal. Os trilhos suspensos seguiriam às margens da Via Expressa - o fluxo normal na via é de 42 mil veículos por dia. A avenida Amazonas também é cogitada. Como não seriam necessárias desapropriações de moradores, já que o transporte fica a cerca de 15 m do chão, a alternativa teria implementação mais barata e mais rápida que o metrô. Já a velocidade dos dois tipos de transportes é semelhante e pode chegar a 80 km/h.

O tempo médio de construção do monotrilho é de 4 km por ano - enquanto o do metrô é de 1 km por ano. Considerando a distância de cerca de 30 km entre Betim e a capital mineira, o prazo para a finalização da obra é estimado em cerca de sete anos. Com o processo de licitação, o tempo de viabilização do monotrilho antes do início das intervenções é de cerca de um ano, segundo especialistas.

O consultor em transportes que realizou o estudo, Luiz Otávio Silva Portela, é membro da Sociedade Mineira de Engenharia. De acordo com ele, a obra do monotrilho é mais rápida e mais barata porque não depende de perfurações no subsolo. "São feitas vigas de sustentação para os trilhos por cima da avenida, sem interferir no trânsito da pista. Trabalhar no subsolo é mais demorado porque não se sabe o que vai encontrar e depende de equipamentos específicos", explicou.

O custo de construção de um monotrilho gira em torno de R$ 70 milhões por km, enquanto para o metrô a quilometragem pode ultrapassar R$ 250 milhões. "O custo é inviável para as prefeituras", acrescentou.

O monotrilho tem capacidade para 150 pessoas em cada vagão, suportando até sete vagões.

Capacidade - O engenheiro e especialista em trânsito Silvestre de Andrade vê o monotrilho como uma solução com bom custo-benefício, mas alerta para a capacidade de transporte de passageiros, menor que a do metrô. "Toda alternativa para resolver o problema do transporte é sempre bem-vinda. O monotrilho é realmente mais barato e de construção mais rápida, mas o metrô é sempre a melhor alternativa para o transporte de massa por causa de sua capacidade de passageiros", afirmou o especialista.

Reeleito na capital, Marcio Lacerda não quis se pronunciar. Os prefeitos recém-eleitos em Betim, Carlaile Pedrosa (PSDB), e em Contagem, Carlin Moura (PCdoB), não confirmaram a reunião, mas aprovaram a ideia. "É um projeto ousado que contempla perfeitamente nossa cidade", disse Carlaile. "Precisamos resolver de forma rápida o problema do transporte de massa nesse corredor", afirmou Carlin.

Viável ainda em outros trechos - A implantação do monotrilho também vem sendo avaliada em outros trechos da capital mineira, como é o caso do Vetor Sul da cidade. Empresários defendem ele como a solução para o problema do trânsito principalmente na avenida Nossa Senhora do Carmo, por onde passam mais de 60 mil veículos por dia.

A ligação entre a região da Pampulha e o aeroporto de Confins, na região metropolitana, também é cogitada. Segundo o engenheiro Luiz Otávio Portela, o transporte sobre trilhos é viável nos dois trechos. "A capital precisa de um transporte de massa que não ocupe espaço na via. O metrô é ótimo, mas é caro e trabalhoso".

Em uma audiência pública na Câmara Municipal, no último dia 25, o assessor de assuntos metropolitanos e metrô da BHTrans, Tomás Ahouagi, disse que o monotrilho seria a última opção de transporte. A autarquia estaria focando apenas no BRT (Transporte Rápido por Ônibus) e no metrô.





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PPP pode viabilizar monotrilho entre capital, Betim e Contagem

30/10/2012 - O Tempo

As cidades de Belo Horizonte, Contagem e Betim, ambas na região metropolitana, podem ser ligadas por um monotrilho, sistema de transporte elevado sobre trilhos. A ideia teria partido de uma grande construtora, que realizou um estudo sobre a obra e demonstrou interesse em colocá-la em prática por meio de uma parceria público-privada (PPP). A possibilidade deve ser discutida na próxima semana entre os prefeitos recém-eleitos dos três municípios. Em favor dela estão as obras de custo mais baixo e de mais rápida execução que as do metrô. Contra, está a capacidade menor de passageiros.

O monotrilho é apontado pelo projeto como a solução de transporte de massa intermunicipal. Os trilhos suspensos seguiriam às margens da Via Expressa - o fluxo normal na via é de 42 mil veículos por dia. A avenida Amazonas também é cogitada. Como não seriam necessárias desapropriações de moradores, já que o transporte fica a cerca de 15 m do chão, a alternativa teria implementação mais barata e mais rápida que o metrô. Já a velocidade dos dois tipos de transportes é semelhante e pode chegar a 80 km/h.

O tempo médio de construção do monotrilho é de 4 km por ano - enquanto o do metrô é de 1 km por ano. Considerando a distância de cerca de 30 km entre Betim e a capital mineira, o prazo para a finalização da obra é estimado em cerca de sete anos. Com o processo de licitação, o tempo de viabilização do monotrilho antes do início das intervenções é de cerca de um ano, segundo especialistas.

O consultor em transportes que realizou o estudo, Luiz Otávio Silva Portela, é membro da Sociedade Mineira de Engenharia. De acordo com ele, a obra do monotrilho é mais rápida e mais barata porque não depende de perfurações no subsolo. "São feitas vigas de sustentação para os trilhos por cima da avenida, sem interferir no trânsito da pista. Trabalhar no subsolo é mais demorado porque não se sabe o que vai encontrar e depende de equipamentos específicos", explicou.

O custo de construção de um monotrilho gira em torno de R$ 70 milhões por km, enquanto para o metrô a quilometragem pode ultrapassar R$ 250 milhões. "O custo é inviável para as prefeituras", acrescentou.

O monotrilho tem capacidade para 150 pessoas em cada vagão, suportando até sete vagões.

Capacidade - O engenheiro e especialista em trânsito Silvestre de Andrade vê o monotrilho como uma solução com bom custo-benefício, mas alerta para a capacidade de transporte de passageiros, menor que a do metrô. "Toda alternativa para resolver o problema do transporte é sempre bem-vinda. O monotrilho é realmente mais barato e de construção mais rápida, mas o metrô é sempre a melhor alternativa para o transporte de massa por causa de sua capacidade de passageiros", afirmou o especialista.

Reeleito na capital, Marcio Lacerda não quis se pronunciar. Os prefeitos recém-eleitos em Betim, Carlaile Pedrosa (PSDB), e em Contagem, Carlin Moura (PCdoB), não confirmaram a reunião, mas aprovaram a ideia. "É um projeto ousado que contempla perfeitamente nossa cidade", disse Carlaile. "Precisamos resolver de forma rápida o problema do transporte de massa nesse corredor", afirmou Carlin.

Viável ainda em outros trechos - A implantação do monotrilho também vem sendo avaliada em outros trechos da capital mineira, como é o caso do Vetor Sul da cidade. Empresários defendem ele como a solução para o problema do trânsito principalmente na avenida Nossa Senhora do Carmo, por onde passam mais de 60 mil veículos por dia.

A ligação entre a região da Pampulha e o aeroporto de Confins, na região metropolitana, também é cogitada. Segundo o engenheiro Luiz Otávio Portela, o transporte sobre trilhos é viável nos dois trechos. "A capital precisa de um transporte de massa que não ocupe espaço na via. O metrô é ótimo, mas é caro e trabalhoso".

Em uma audiência pública na Câmara Municipal, no último dia 25, o assessor de assuntos metropolitanos e metrô da BHTrans, Tomás Ahouagi, disse que o monotrilho seria a última opção de transporte. A autarquia estaria focando apenas no BRT (Transporte Rápido por Ônibus) e no metrô.





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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Monotrilho levará aos terminais passageiros que forem de trem ao aeroporto

23/10/2012 - Guarulhos Web

Na semana passada, começaram as obras do novo edifício-garagem que está previsto para ficar pronto em março de 2013

Os passageiros que utilizarem o futuro trem da CPTM para chegar ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, terão monotrilhos para levá-los aos terminais de embarque e desembarque do local conforme projeto da Concessionária do Aeroporto Internacional. O monotrilho deverá ser implantado entre o terminal 4 (ponto final da futura linha da CPTM), que hoje é usado pela Webjet, conectando-o aos outros terminais com um trajeto de cerca de 1 km. A intenção do Governo Estadual é de que a linha de trem esteja pronta para a copa do mundo em 2014 e, o monotrilho do aeroporto, também está projetado para a copa.

Atualmente, o trajeto entre os terminais pode ser feito por um ônibus gratuito, mas ainda não foi definido como será a ligação entre a estação da CPTM com o aeroporto, já que a distância entre o Terminal 4 e a estação de trem será de apenas 300 metros. A solução mais provável conforme o aeroporto, será uma esteira rolante que fará o traslado dos usuários entre a linha férrea e o maior aeroporto da América Latina.

Na semana passada, começaram as obras do novo edifício-garagem que está previsto para ficar pronto em março de 2013. O novo edifício-garagem terá capacidade para 2.386 vagas.

Quando ficar pronto e mais a reforma do pátio atual, que deve ser concluída até o fim deste ano, outras 500 vagas devem ser criadas. A reestruturação inclui melhorias na sinalização, instalação de câmeras de segurança e pintura de faixas.

CPTM - A nova linha de trens chamada de 'Expresso Guarulhos terá cerca de 12 quilômetros de trilhos, saindo da estação Engenheiro Goulart, na Linha 12 (Brás-Calmon Viana), em direção a Guarulhos, com duas novas estações: Guarulhos-Cecap e Aeroporto Internacional de Guarulhos, além da reconstrução de Engenheiro Goulart, ponto de transferência entre as linhas 12 e 13. O projeto está estimado em R$ 1,2 bilhão e incluiu a aquisição de oito trens.

Fonte: GuarulhosWeb


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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Monotrilho de Manaus deve sair da matriz da Copa

16/10/2012 - Terra

A construção do monotrilho de Manaus deverá ser retirada da matriz de responsabilidades para a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, já que provavelmente não será concluída a tempo do torneio, disse nesta terça-feira o governador do Amazonas, Omar Aziz.

A matriz é uma série de ações que incluem obras em estádios, mobilidade urbana, portos, aeroportos e telecomunicações, com valor total estimado de R$ 27,3 bilhões.

"O monotrilho vai sair da matriz de responsabilidade da Copa", disse Aziz a jornalistas após reunir-se com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. O governador não deu previsão para a conclusão da obra. "Espero que (seja) o mais rápido possível", afirmou.

Duas obras de mobilidade urbana já foram retiradas da matriz de responsabilidades, segundo o Ministério do Esporte: a construção de corredores de ônibus BRT (Bus Rapid Transport) em Salvador e a do veículo leve sobre trilhos (VLT) em Brasília.

As obras de mobilidade urbana são consideradas pelo governo um legado da Copa, mas algumas delas não deverão ficar prontas para o evento.

Em Manaus, serão disputadas quatro partidas do Mundial, todas na primeira fase do torneio. A Arena da Amazônia alcançou 45% das obras em setembro, segundo o Ministério do Esporte.

O Brasil já recebeu duras críticas da Fifa pelo atraso nos preparativos para o Mundial. O secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, chegou a dizer em março que o país precisava de um "chute no traseiro" para acelerar as obras.

O dirigente, que está no país realizando nova inspeção de obras de estádios e infraestrutura, mostrou preocupação com a organização da Copa das Confederações, no ano que vem, em seis cidades, conforme planejado inicialmente, devido a atrasos nos trabalhos.


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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Manaus inicia mapeamento do subsolo das áreas do monotrilho

03/10/2012 - G1 AM

O início dos trabalhos de mapeamento do subsolo das Avenidas Constantino Nery e Torquato Tapajós tiveram início em Manaus na noite da última terça (2). O estudo será feito por técnicos responsáveis pelo consórcio que vai construir o monotrilho na capital amazonense e deve durar 90 dias.

O trecho a ser analisado será entre a Arena da Amazônia e o conjunto Santos Dumont, na Zona Centro-Oeste da capital amazonense. O trabalho será feito com a utilização do equipamento georadar, o qual serve para detectar objetos subterrâneos como, por exemplo, canos e tubulações.

De acordo com informações do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans), os trabalhos não irão interferir no trânsito da via.

O monotrilho é projeto do Governo do Amazonas para melhorar a mobilidade urbana em Manaus e estava previsto para sair antes da Copa do Mundo de 2014, porém, as obras ainda não foram iniciadas a menos de dois anos para o início do Mundial.


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sábado, 29 de setembro de 2012

Morros da Tijuca podem ganhar monotrilho

11/11/2010
- O Globo

Foto: Divulgação

RIO - A Tijuca
poderá ganhar um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ligando a Praça Saens Peña aos morros do Salgueiro, da Formiga e do Borel, até a Praça Afonso Viseu, na Usina. O projeto - uma espécie de monotrilho, que deverá percorrer as encostas dos morros, num trajeto total de seis quilômetros - é um dos que estão sendo desenvolvidos pela Secretaria estadual de Obras em nove favelas, para serem incluídos na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

As obras devem começar em 2011. Além da construção de estações, técnicos estudam a instalação de elevadores que farão a interligação até o alto de cada um dos morros. Ainda não está decidido se a viagem no VLT será cobrada.

- A função principal é transportar os moradores desses locais. Mas há um segundo benefício para a cidade: os trilhos funcionariam como um ecolimite, uma vez que pretendemos desocupar a encosta e reduzir riscos de deslizamento - explicou o secretário Hudson Braga.

Na Rocinha, um teleférico ligado ao metrô

O governo do estado anunciou também a intenção de fazer outras intervenções em comunidades já beneficiadas pela primeira fase do PAC, como Rocinha, Alemão e Manguinhos. Além das comunidades da Tijuca, o PAC 2 deve beneficiar os moradores dos complexos da Penha e do Lins e das comunidades de Mangueira, Cidade de Deus, Batam, Juramento, Rio das Pedras e Kelsons, além do entorno do Mercado São Sebastião, na Penha.

A Rocinha, por exemplo, deve ganhar um teleférico. Segundo o presidente da Empresa de Obras Públicas do estado (Emop), Ícaro Moreno, o sistema de teleférico da Rocinha deve ter 2.500 metros de extensão e ser integrado à futura Linha 4 do metrô (Barra-Zona Sul), cujo trajeto ainda está em estudo.


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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Manaus assinará contrato de monotrilho até o fim do mês

14/08/2012 - Portal D24am

Após reunião com o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, em Brasília (DF), que terminou na noite desta terça-feira (14), o governador do Amazonas, Omar Aziz, disse que o contrato com a Caixa Econômica Federal para a construção do monotrilho deverá ser assinado até o fim deste mês. A decisão foi tomada por meio da intermediação do Governo Federal junto ao banco, atendendo solicitação do governador.

"O ministro Aguinaldo Ribeiro determinou data. Até o fim de agosto a Caixa vai ter de analisar o projeto que já está lá há mais de um ano para que a gente possa assinar o contrato", afirmou Omar Aziz.

Participaram da reunião com o ministro e o governador, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior; a ministra da Cultura, Ana de Hollanda; o diretor executivo de Infraestrutura e Saneamento da Caixa Econômica Federal, Rogério de Paula; e o presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Luiz Fernando de Almeida.

Segundo o governador Omar Aziz, a participação do Ministério da Cultura e do Iphan na reunião foi muito importante para a conclusão da discussão sobre a obra no que diz respeito à proteção do centro histórico de Manaus. "O Iphan, assim como a Caixa Econômica, está com todo o interesse de permitir a agilidade desta obra", frisou.

A partir do momento em que o contrato for assinado inicia o processo de liberação de verbas, que é gradativo conforme o andamento das obras. O valor do empréstimo para o monotrilho é da ordem de R$ 1,4 bilhão.

Omar Aziz destacou o empenho do Governo do Amazonas em solucionar este impasse com a Caixa afirmando que este será um dos maiores legados da Copa do Mundo de 2014 para o Estado. "Você fazer uma Copa e não deixar esse legado que vai beneficiar quem mora em Manaus seria algo que nos deixaria triste. Por isso nossa preocupação em resolver isso. Tenho certeza que com o contrato assinado, o trecho do monotrilho saindo da zona norte até a Arena da Amazônia estará pronto antes da Copa".

Em um segundo momento, o prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, participou da reunião no Ministério das Cidades para tratar sobre o projeto do BRT. Conforme o governador do Amazonas, Omar Aziz, o contrato desta obra de mobilidade também será firmado até o fim de agosto. "O projeto da Prefeitura já foi analisado e aprovado pela Caixa. Com a assinatura, a obra deve iniciar imediatamente", afirmou Omar Aziz.

Arena da Amazônia

Sobre a construção da arena que receberá os jogos da Copa, Omar Aziz disse que a expectativa é que, nesta quarta-feira (15), o pleno do Tribunal de Contas da União aprove o valor da obra conforme o planejado pelo Estado, que deve fechar na ordem de R$ 529 milhões. "Nós tínhamos falado que não aceitaríamos um valor acima disso. E agora o TCU vai votar e deverá encaminhar essa decisão ao BNDES para que 80% dos recursos que faltam sejam liberados", comemorou.

Habitação

Durante a reunião no Ministério das Cidades, também foi discutido o projeto de revitalização do Igarapé Cachoeira Grande/Franceses, na zona oeste de Manaus. A ordem de serviço para este projeto, previsto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), já foi dada pelo governador e as obras não iniciaram por conta da cheia deste ano. "Até agora estávamos esperando as águas baixarem, mas a Caixa Econômica também já foi autorizada a assinar esse contrato com o Governo do Amazonas", disse.

O projeto de urbanização do Igarapé Cachoeira Grande/Franceses prevê a construção de 2.358 casas. O investimento é da ordem de R$ 106 milhões, sendo R$ 26 milhões de contrapartida estadual.

sábado, 11 de agosto de 2012

Monotrilho pode resolver problema de transporte em BH

08/08/2012 - Jornal da Alterosa 1ª Edição

Enquanto um quilômetro de metrô pode custar até R$ 222 milhões, o de monotrilho não passa de R$ 70 milhões

Um trem rápido que corre sobre um trilho pode resolver boa parte dos problemas do transporte coletivo em Belo Horizonte. Não é cena de filme de ficção científica e a capital pode ter cara de cidade futurística, em um tempo nem tão longe assim. O projeto já foi apresentado a representantes do poder público e, caso aprovado, pode ficar pronto para Copa do Mundo.

O projeto prevê 18 estações que ligariam a região central ao Aeroporto de Confins, passando pela Universidade Federal, Mineirão, aeroporto da Pampulha e Cidade Administrativa. Seriam 44 quilômetros de trilhos e alcançaria ainda as cidades de Lagoa Santa e Vespasiano.

O monotrilho é economicamente mais viável. Enquanto um quilômetro de metrô pode custar até R$ 222 milhões, o de monotrilho não passa de R$ 70 milhões. Além de levar três vezes menos tempo para ser construído, é mais silencioso, não polui e alcança uma velocidade de 80 km/h. Além disso, não há necessidade de grandes desapropriações pois é construído no canteiro central das avenidas.

Mesmo com a implantação do monotrilho, o metrô vai continuar sendo o meio de transporte coletivo mais viável. O reforço vem para suprir a alta demanda de passageiros da capital e de quebra deixar a cidade com cara de mais moderna.

Em média, cerca de 250 mil pessoas vão poder ser transportadas por esse veículo de primeiro mundo, com ar condicionado e sistema de som. Para o bolso do passageiro, deve ser o mesmo valor da passagem do metrô que hoje é de R$ 1,80

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Manaus deve iniciar obras de monotrilho ainda em 2012 

25/07/2012 - Mobilize Brasil

Dois projetos, Monotrilho e BRT, prometem mudar o cenário do transporte público em Manaus, mas contestações do Ministério Público podem impedir o início das obras em 2012

Manaus prepara-se para iniciar as obras de mobilidade urbana para a Copa de 2014. Duas obras, Monotrilho e BRT, prometem mudar o cenário do transporte público na capital amazonense.
 
O Monotrilho ganhou sinal verde em janeiro deste ano após a licitação que elegeu o consórcio formado pelas empresas CR Almeida e Mendes Júnior, além da malasiana Scomi, que construiu o monorail de Kuala Lumpur e também construirá o Monotrilho - Linha Ouro 17, de São Paulo. O consórcio foi contratado para projetar, construir e operar o novo sistema.
 
No momento, segundo o arquiteto Miguel Capobiango, coordenador da Unidade Gestora da Copa (UGP), as empresas trabalham para detalhar e concluir o projeto, de forma a obter a liberação do financiamento pela Caixa Econômica Federal. Orçada em R$ 1,486 bilhão, a obra terá R$ 1,4 bi da Caixa e os restantes 86 milhões bancados pelo estado do Amazonas. O projeto de lei que autoriza a tomada do empréstimo foi aprovado no dia 12 de julho pela Asembléia Legislativa do Amazonas, após uma reunião de esclarecimentos com Miguel Capobiango.
 
Em maio passado, o projeto do Monotrilho foi contestado pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM), que pediram a anulação do contrato com o consórcio Monotrilho Manaus. O Ministério Público quer barrar o financiamento de R$ 600 milhões da Caixa Econômica Federal. O orgão aponta problemas, como insuficiência do projeto básico, inviabilidade econômico-financeira, ausência de funcionalidade do monotrilho de Manaus, ausência da capacidade operacional pretendida e subdimensionamento de custos.
 
Futura estação do monotrilho de Manaus
créditos: Fernandes Arquitetos
 
Sete estações em 20,2 km
A linha do Monotrilho vai ligar a zona leste e zona norte de Manaus ao centro da cidade, num percurso total de 20,2 km, com sete estações e dois terminais de integração. O projeto prevê o funcionamento a partir de maio de 2014, inicialmente com dez composições, cada uma com capacidade para 900 passageiros. "O sistema terá capacidade para 20 mil passageiros por hora, por sentido, que é a demanda para Manaus neste momento, mas já temos programada uma expansão para chegar a 45 mil passageiros por hora em cada sentido", explicou Capobiango. O coordenador reiterou que o consórcio mantém o compromisso de entregar a obra antes da Copa, em maio de 2014.
 
Capobiango lembrou que o monotrilho é parte de uma solução para uma parte da cidade e disse que o sistema estará integrado ao futuro BRT e a linhas de ônibus convencionais. O projeto do BRT também sairá da zona leste e terá seu terminal no centro de Manaus. "O contrato de financiamento foi assinado com a Caixa e agora estamos ultimando os detalhes para o repasse dos R$ 200 milhões contratados com o banco. A prefeitura entrará com uma contrapartida de R$ 90 milhôes", explicou. Os R$ 290 milhões envolvem apenas o custeio da infraestrutura, que deverá ficar pronta no início de 2014. Os veículos serão fornecidos pela prefeitura.
 
Cidade fluvial, no entrocamento dos rios Negro e Solimões, Manaus também é servida por embarcações de passageiros para o transporte intermunicipal. A possibilidade de uma rede barcos urbanos já foi estudada pelas autoridades, mas a proposta emperra no regime de águas dos igarapés da região, que não têm profundidade para navegação em algumas épocas do ano.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Assembleia do AM aprova financiamentos de monotrilho

12/07/2012 - G1 AM

A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) aprovou, nesta quinta-feira (12), os projetos de lei que autorizam o poder executivo a fazer financiamentos para o monotrilho e a Arena da Amazônia.

Por maioria, os deputados estaduais do Amazonas aprovaram os projetos de lei que liberam o Governo do Estado a fazer empréstimos de R$ 800 milhões para a implantação do monotrilho com a Caixa Econômica Federal e R$ 100 milhões para uma parte da obra da Arena da Amazônia.

O Estado já havia garantido R$ 600 milhões para a construção do monotrilho. Com o novo empréstimo, será R$ 1,4 bilhão para a obra, além dos R$ 86 milhões que vão ser investidos em desapropriações e mudanças de traçados em ruas e avenidas.

O total de R$ 100 milhões para a estrutura metálica e para a membrana da cobertura e fachada da Arena da Amazônia será efetivado junto a uma agência de fomento de um banco alemão.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Mensagem que estabelece empréstimo para construção do Monotrilho chega à ALE-AM

11/07/2012 - Jornal A Crítica

O empréstimo de R$ 800 milhões deve ser feito junto a Caixa Econômica Federal

A mensagem governamental do projeto de lei que autoriza o empréstimo de R$ 800 milhões,  junto a Caixa Econômica Federal, para construção do Monotrilho foi encaminhado nesta quarta-feira (11) à Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM).

A informação foi confirmada pelo presidente da Casa, deputado Ricardo Nicolau (PSD). De acordo com ele, os deputados devem votar a matéria antes do recesso parlamentar.

“Esse assunto foi amplamente discutido, inclusive com o Tribunal de Contas que em alguns momentos apontou problemas no projeto. Nossa expectativa é que a apreciação da matéria seja realizada antes do recesso”.

As empresas responsáveis pela principal obra de mobilidade urbana de Manaus para a Copa de 2014 são CR Almeida, Mendes Júnior e Scomi (Consórcio Monotrilho Manaus).

De acordo com a secretária de Infraestrutura (Seinfra), Waldívia Alencar, o próximo passo é a elaboração do projeto executivo e do cronograma de obras. “A partir de agora, o consórcio vencedor da licitação inicia o projeto executivo e o delineamento da área onde será realizada a obra para implantação do monotrilho”, disse.

Fonte: Jornal A Crítica 
 

domingo, 8 de julho de 2012

Monotrilho: metrô nas alturas em Belo Horizonte

08/07/2012 - Hoje em Dia

Projeção mostra um dos terminais que seriam instalados na cidade

A viagem rápida e segura acontece nas alturas. Os vagões, movidos por eletricidade, trafegam em um único trilho, suspenso a até 20 metros de altura. Semelhante a um metrô, acoplado a vigas de concreto armado, o monotrilho pode ser a nova aposta para o transporte de massa de Belo Horizonte e região metropolitana.

Um projeto elaborado pela iniciativa privada já está nas mãos do governo do Estado. A solução, considerada eficiente e ecologicamente correta, é apoiada pela Sociedade Mineira de Engenheiros (SME). O mesmo modal está sendo feito em São Paulo. Lá, para a Copa do Mundo de 2014, a aposta foi em um sistema interligado às várias linhas de metrô e aos trens metropolitanos.

Conforme consta no projeto apresentado e a que o Hoje em Dia teve acesso, o monotrilho prevê
poucas intervenções no sistema viário, já que os pilares de sustentação dos trilhos são pré-moldados e de dimensões reduzidas. As vigas são posicionadas nos canteiros centrais ou laterais das vias.

Prevista para ser concluída em 18 meses, a primeira fase da empreitada visa criar um terminal na Lagoinha, região Noroeste de BH, passando pela Pedro II, Antônio Carlos até o Mineirão. O restante do projeto inclui um traçado até o aeroporto de Confins, na Grande BH. Ao todo, seriam 16 estações com plataformas de embarque e desembarque no mesmo nível do trilho.

“Não há a necessidade de condutores, e ele não disputa espaço no chão com carros, ônibus e caminhões. Além de apresentar um menor custo, também desapropria menos. O sistema pode ajudar, e muito, a população de Belo Horizonte e região”, analisa o engenheiro civil Luiz Otávio Silva Portela, que também é membro da Comissão de Transportes da SME.

Especialista e consultor respeitado em todo o Brasil, Luiz Otávio é um defensor ferrenho do sistema. Segundo ele, para implantar o Metrô Leve – outro nome dado ao monotrilho – em Belo Horizonte, o gasto seria bem menor do que os investimentos feitos em outros modais, como o metrô. O custo médio por quilômetro do monotrilho é de R$ 81 milhões, enquanto o metrô ultrapassa os R$ 250 milhões.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Manaus terá monotrilho e BRT na Copa de 2014

23/05/2012 - D24am.com

A pouco mais de 24 meses da Copa do Mundo 2014, a execução das obras de mobilidade urbana em Manaus ainda não foi iniciada, segundo o Balanço do Ministério do Esporte divulgado ontem.  No entanto, o coordenador da Unidade Gestora da Copa do Estado (UGP Copa), Miguel Capobiango, garantiu que o Monotrilho e o sistema BRT (Bus Rapid Transit) estarão prontos até maio de 2014, um mês antes do início da Copa.

“O projeto executivo das obras está sendo elaborado e o cronograma de execução aponta que tanto o Monotrilho quanto o BRT devem estar atendendo a população até maio de 2014”, ressaltou Capibiango, que estava ontem em Brasília durante a apresentação do Balanço das obras da Copa para a imprensa nacional e internacional.

De acordo com Ministério do Esporte, as duas obras deveriam ter a execução iniciada em maio deste ano. Os projetos têm disponíveis R$ 1,845 milhão, em recursos federal e estadual para a execução.

Segundo Capobiango, as obras de mobilidade tem como objetivo serem um legado da Copa para a cidade. “O principal foco destas obras é resolver um problema de transporte e trânsito na cidade de Manaus”, disse.

Questionado sobre a afirmação feita por ele, em dezembro do ano passado, quando disse que não contaria mais com o Monotrilho e o BRT para a Copa de 2014, o coordenador resumiu em reafirmar que a previsão é das duas obras estarem prontas em maio de 2014.

Uma das mudanças já acertada em relação a obra do Monotrilho é a sua construção em uma única etapa. “No início a obra estava dividida em duas fases: a primeira, do (bairro) Cidade Nova até a Arena (da Amazônia) e a segunda, da Arena até o Centro. Agora, ficou definido que o Monotrilho será construído em apenas uma fase, partindo da Cidade Nova até o Centro, passando pela Arena”,  explicou Capobiango.

Um dos entraves da obra, segundo ele, são as desapropriações que estão adiando a conclusão do projeto executivo. “Vamos mexer que na vida das pessoas. No caso do BRT é mais complicado porque a maioria dos imóveis são residenciais. Já em relação ao Monotrilho são imóveis mais comerciais, o que gera mudanças menos bruscas para os envolvidos”, avaliou.

Entraves

As duas obras de mobilidade urbana em Manaus enfrentam restrições do Ministério Público Federal (MPF). O órgão recomendou que a contratação da obra do Monotrilho não seja financiada. No caso do BRT, o MPF recomenda a suspensão da licitação em função de questionamentos sobre o edital.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) e a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) para obter informações sobre o andamento das obras, mas até o fechamento desta reportagem, os e-mails não foram respondidos.

Ministério Público pede anulação do monotrilho de Manaus

01/06/2012 - UOL

O Ministério Público Federal e o Ministério Público do Amazonas protocolaram um pedido ao Governo do Estado do Amazonas e à Caixa econômica Federal para que seja anulado o contrato de construção do monotrilho de Manaus (AM), orçado em R$ 1,3 bilhão, e para que não seja concedido o financiamento de R$ 600 milhões em recursos subsidiados do governo federal (Via Caixa) para a obra, que estava prevista para a Copa do Mundo de 2014.

A obra, segundo a primeira versão da Matriz de Responsabilidades da Copa, de janeiro de 2010, deveria ter começado em junho do ano passado, mas nada saiu do papel até agora.

A última promessa do coordenador da Unidade Gestora do Projeto Copa em Manaus, Miguel Capobiango, é a de que o projeto executivo da intervenção ficará pronto até junho deste ano, podendo assim dar início aos trabalhos de construção.

A Ordem de Serviço (OS) da obra foi assinada pelo Estado e pelo Consórcio Monotrilho Manaus, composto pelas empresas CR Almeida S.A., Engenharia de Obras Mendes Júnior Trading e Engenharia S.A., em janeiro deste ano. Segundo este documento, as empreiteiras têm 40 meses, a contar da assinatura da OS, para entregar a linha, ou seja, até julho de 2015.
Só o estouro do prazo já seria motivo para os ministérios públicos solicitarem a anulação da concorrência e do financiamento, uma vez que as duas operações foram desenhadas com condições especiais de pagamento e autorização de aumento da capacidade de endividamento do Estado exclusivamente porque trata-ve se uma obra dita necessária para a Copa do Mundo de 2014. Já que ela não ficará pronta para o tornio, deixa de existir motivos para que o Estado se valha das condições especiais.

Além disso, porém, os órgãos de controle estadual e federal encontraram inúmeras irregularidades em todo o processo, classificada pelos promotores como "gravíssimas".

As autoridades resumem assim os principais problemas da obra:

- Insuficiência do projeto básico;

- Inviabilidade Econômico-Financeira;

- Ausência de funcionalidade do Monotrilho de Manaus;

- Ausência da capacidade Operacional pretendida;

- Subdimensionamento do custo do Monotrilho;

- Estouro no prazo de execução para além da Copa do Mundo 2014;

- Incompetência legal do Estado do Amazonas para implementar projeto de transporte coletivo urbano municipal;

Na recomendação, os procuradores e promotores dão prazo até o início da semana que vem para que o governo estadual do Amazonas e a Caixa Econômica Federal deem uma resposta. Até lá, os entes públicos não se pronunciarão.

Os ministérios públicos advertem, porém, que se Amazonas e Caixa não acatarem a recomendação, haverá ações judiciais contra as autoridades envolvidas. Informam também que a recomendação serve para:

a) tornar inequívoca a demonstração da consciência da ilicitude do recomendado;

b) caracterizar o dolo, má-fé ou ciência da irregularidade para viabilizar futuras responsabilizações em sede de ação por ato de improbidade administrativa.

c) constituir-se em elemento probatório em sede de ações cíveis ou criminais.

O desfecho da história fica para a semana que vem.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Obras do monotrilho em Manaus devem iniciar em junho

16/04/2012 - Jornal Em Tempi

Publicado: segunda-feira, 16 de abril de 2012
Trabalhos de avaliação do solo para a implantação do monotrilho já estão sendo feitos Foto: Agecom

Por Izabel Guedes

Deve ficar pronto até o final de junho o projeto executivo para dar início às obras do monotrilho. Isso foi o que informou o coordenador da Unidade Gestora do Projeto Copa (UGP) em Manaus, Miguel Capobiango. Segundo ele, por enquanto estão sendo executados trabalhos de pesquisa referentes à topografia e validação do solo por onde o sistema vai passar.

Além disso, o coordenador ressaltou que, desde a assinatura da ordem de serviço, em janeiro deste ano, o Consórcio Monotrilho Manaus, composto pelas empresas CR Almeida S.A., Engenharia de Obras Mendes Júnior Trading e Engenharia S.A., além da Scomi Engineering BHD, estão negociado e fazendo os estudos necessários.

Isso é preciso porque, segundo Capobiango, uma série de intervenções devem ser feitas com a obra. “Eles estão trabalhando. Isso são elementos que fazem parte da elaboração do projeto executivo. Eles estão vendo com outras empresas, como Amazonas Energia, Águas do Amazonas, em relação a sistemas públicos que podem conflitar com os locais por onde o monotrilho vai passar”, ressaltou.

Esse diálogo com as outras empresas, segundo Capobiango, é necessário por causa da necessidade de se fazer trocas de tubulações ou redes elétricas, por exemplo. “É por isso que estamos atuando em parceria com elas, para ver essa possibilidade, e de que forma isso será feito”, explicou.

O monotrilho é um dos projetos de mobilidade urbana para a Copa do Mundo de 2014. A obra possui investimentos da ordem de R$ 1,4 bilhão e vai ser executada pelas empresas que fazem parte do Consórcio Monotrilho Manaus.
 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Governo assina contrato do monotrilho de Manaus

 Notícias da Imprensa


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06/02/2012 - Portal Copa 2014

O governador do Amazonas, Omar Aziz, anunciou, durante a leitura de sua mensagem na abertura dos trabalhos legislativos do estado, que o Termo de Contrato de Obras e Serviços de Engenharia com o Consórcio Monotrilho Manaus foi assinado em 18 de janeiro.

Segundo informou a titular da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Waldívia Alencar, a assinatura dá início à elaboração do Projeto Executivo, necessário para o início das obras. “A partir de agora, o consórcio vencedor da licitação inicia o Projeto Executivo e o delineamento da área onde será realizada a obra”, afirmou.

Waldívia Alencar informou que o cronograma está sendo elaborado e que as primeiras intervenções serão definidas em reuniões entre o consórcio e a Seinfra, que estão discutindo a necessidade do número de frentes de obras.

A assinatura do contrato, de nº 001/2012, é consequência do resultado da concorrência n.º 031/2010-CGL, homologada no Diário Oficial do Estado em 12 de agosto de 2011.
O Consórcio Monotrilho Manaus é composto pelas empresas CR Almeida S.A., Engenharia de Obras Mendes Júnior Trading e Engenharia S.A., de engenharia, além da Scomi Engineering BHD, responsável pelo fornecimento da tecnologia e dos veículos que vão compor o monotrilho.

O contrato prevê a implantação de um sistema de monotrilho para a Região Metropolitana de Manaus, denominado “Metrô de Superfície”. A obra, com investimento de R$ 1,4 bilhão, é um dos projetos de mobilidade urbana do Governo do Estado elaborado para resolver os problemas de mobilidade urbana em Manaus.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Governo do Amazonas assina contrato para obras do monotrilho

06/02/2012 - Redação . portal@d24am.com

Orçado em R$ 1,4 bilhão, projeto faz parte do PAC 2.

Manaus - O governador Omar Aziz anunciou que o Termo de Contrato de Obras e Serviços de Engenharia com o Consórcio Monotrilho Manaus, vencedor das obras para o monotrilho, já foi assinado no dia 18 de janeiro.

Segundo informou a titular da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Waldívia Alencar, a assinatura do contrato dá início à elaboração do Projeto Executivo, processo necessário para o início das obras de construção do monotrilho. “A partir de agora, o consórcio vencedor da licitação inicia o Projeto Executivo e o delineamento da área onde será realizada a obra para implantação do monotrilho”, afirmou.

Waldívia Alencar informou que o cronograma da obra está sendo elaborado e que as primeiras intervenções estão sendo definidas por meio de reuniões entre o consórcio e a Seinfra, que estão discutindo a necessidade do número de frente de obras, entre outros itens.

A assinatura do contrato, de nº 001/2012, se dá como consequência do resultado da Concorrência de n.º 031/2010-CGL, cuja homologação foi publicada no Diário Oficial do Estado, na edição de 12 de agosto de 2011.

O Consórcio Monotrilho Manaus é composto pelas empresas CR Almeida S.A., Engenharia de Obras Mendes Júnior Trading e Engenharia S.A., de engenharia, além da Scomi Engineering BHD, responsável pelo fornecimento da tecnologia e dos veículos que vão compor o monotrilho.

O contrato prevê a implantação de um sistema de monotrilho para a Região Metropolitana de Manaus, denominado ‘Metrô de Superfície’. A obra, que possui investimentos da ordem de R$ 1,4 bilhão, é um dos projetos de mobilidade urbana do governo do Estado elaborado para resolver os problemas de locomoção em Manaus.

Ainda na área de mobilidade, o governo do Estado do Amazonas também já realizou audiência pública no auditório da Seinfra para apresentar o projeto de extensão da Avenida das Torres. A obra está incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).