quarta-feira, 25 de julho de 2012

Manaus deve iniciar obras de monotrilho ainda em 2012 

25/07/2012 - Mobilize Brasil

Dois projetos, Monotrilho e BRT, prometem mudar o cenário do transporte público em Manaus, mas contestações do Ministério Público podem impedir o início das obras em 2012

Manaus prepara-se para iniciar as obras de mobilidade urbana para a Copa de 2014. Duas obras, Monotrilho e BRT, prometem mudar o cenário do transporte público na capital amazonense.
 
O Monotrilho ganhou sinal verde em janeiro deste ano após a licitação que elegeu o consórcio formado pelas empresas CR Almeida e Mendes Júnior, além da malasiana Scomi, que construiu o monorail de Kuala Lumpur e também construirá o Monotrilho - Linha Ouro 17, de São Paulo. O consórcio foi contratado para projetar, construir e operar o novo sistema.
 
No momento, segundo o arquiteto Miguel Capobiango, coordenador da Unidade Gestora da Copa (UGP), as empresas trabalham para detalhar e concluir o projeto, de forma a obter a liberação do financiamento pela Caixa Econômica Federal. Orçada em R$ 1,486 bilhão, a obra terá R$ 1,4 bi da Caixa e os restantes 86 milhões bancados pelo estado do Amazonas. O projeto de lei que autoriza a tomada do empréstimo foi aprovado no dia 12 de julho pela Asembléia Legislativa do Amazonas, após uma reunião de esclarecimentos com Miguel Capobiango.
 
Em maio passado, o projeto do Monotrilho foi contestado pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM), que pediram a anulação do contrato com o consórcio Monotrilho Manaus. O Ministério Público quer barrar o financiamento de R$ 600 milhões da Caixa Econômica Federal. O orgão aponta problemas, como insuficiência do projeto básico, inviabilidade econômico-financeira, ausência de funcionalidade do monotrilho de Manaus, ausência da capacidade operacional pretendida e subdimensionamento de custos.
 
Futura estação do monotrilho de Manaus
créditos: Fernandes Arquitetos
 
Sete estações em 20,2 km
A linha do Monotrilho vai ligar a zona leste e zona norte de Manaus ao centro da cidade, num percurso total de 20,2 km, com sete estações e dois terminais de integração. O projeto prevê o funcionamento a partir de maio de 2014, inicialmente com dez composições, cada uma com capacidade para 900 passageiros. "O sistema terá capacidade para 20 mil passageiros por hora, por sentido, que é a demanda para Manaus neste momento, mas já temos programada uma expansão para chegar a 45 mil passageiros por hora em cada sentido", explicou Capobiango. O coordenador reiterou que o consórcio mantém o compromisso de entregar a obra antes da Copa, em maio de 2014.
 
Capobiango lembrou que o monotrilho é parte de uma solução para uma parte da cidade e disse que o sistema estará integrado ao futuro BRT e a linhas de ônibus convencionais. O projeto do BRT também sairá da zona leste e terá seu terminal no centro de Manaus. "O contrato de financiamento foi assinado com a Caixa e agora estamos ultimando os detalhes para o repasse dos R$ 200 milhões contratados com o banco. A prefeitura entrará com uma contrapartida de R$ 90 milhôes", explicou. Os R$ 290 milhões envolvem apenas o custeio da infraestrutura, que deverá ficar pronta no início de 2014. Os veículos serão fornecidos pela prefeitura.
 
Cidade fluvial, no entrocamento dos rios Negro e Solimões, Manaus também é servida por embarcações de passageiros para o transporte intermunicipal. A possibilidade de uma rede barcos urbanos já foi estudada pelas autoridades, mas a proposta emperra no regime de águas dos igarapés da região, que não têm profundidade para navegação em algumas épocas do ano.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Assembleia do AM aprova financiamentos de monotrilho

12/07/2012 - G1 AM

A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) aprovou, nesta quinta-feira (12), os projetos de lei que autorizam o poder executivo a fazer financiamentos para o monotrilho e a Arena da Amazônia.

Por maioria, os deputados estaduais do Amazonas aprovaram os projetos de lei que liberam o Governo do Estado a fazer empréstimos de R$ 800 milhões para a implantação do monotrilho com a Caixa Econômica Federal e R$ 100 milhões para uma parte da obra da Arena da Amazônia.

O Estado já havia garantido R$ 600 milhões para a construção do monotrilho. Com o novo empréstimo, será R$ 1,4 bilhão para a obra, além dos R$ 86 milhões que vão ser investidos em desapropriações e mudanças de traçados em ruas e avenidas.

O total de R$ 100 milhões para a estrutura metálica e para a membrana da cobertura e fachada da Arena da Amazônia será efetivado junto a uma agência de fomento de um banco alemão.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Mensagem que estabelece empréstimo para construção do Monotrilho chega à ALE-AM

11/07/2012 - Jornal A Crítica

O empréstimo de R$ 800 milhões deve ser feito junto a Caixa Econômica Federal

A mensagem governamental do projeto de lei que autoriza o empréstimo de R$ 800 milhões,  junto a Caixa Econômica Federal, para construção do Monotrilho foi encaminhado nesta quarta-feira (11) à Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM).

A informação foi confirmada pelo presidente da Casa, deputado Ricardo Nicolau (PSD). De acordo com ele, os deputados devem votar a matéria antes do recesso parlamentar.

“Esse assunto foi amplamente discutido, inclusive com o Tribunal de Contas que em alguns momentos apontou problemas no projeto. Nossa expectativa é que a apreciação da matéria seja realizada antes do recesso”.

As empresas responsáveis pela principal obra de mobilidade urbana de Manaus para a Copa de 2014 são CR Almeida, Mendes Júnior e Scomi (Consórcio Monotrilho Manaus).

De acordo com a secretária de Infraestrutura (Seinfra), Waldívia Alencar, o próximo passo é a elaboração do projeto executivo e do cronograma de obras. “A partir de agora, o consórcio vencedor da licitação inicia o projeto executivo e o delineamento da área onde será realizada a obra para implantação do monotrilho”, disse.

Fonte: Jornal A Crítica 
 

domingo, 8 de julho de 2012

Monotrilho: metrô nas alturas em Belo Horizonte

08/07/2012 - Hoje em Dia

Projeção mostra um dos terminais que seriam instalados na cidade

A viagem rápida e segura acontece nas alturas. Os vagões, movidos por eletricidade, trafegam em um único trilho, suspenso a até 20 metros de altura. Semelhante a um metrô, acoplado a vigas de concreto armado, o monotrilho pode ser a nova aposta para o transporte de massa de Belo Horizonte e região metropolitana.

Um projeto elaborado pela iniciativa privada já está nas mãos do governo do Estado. A solução, considerada eficiente e ecologicamente correta, é apoiada pela Sociedade Mineira de Engenheiros (SME). O mesmo modal está sendo feito em São Paulo. Lá, para a Copa do Mundo de 2014, a aposta foi em um sistema interligado às várias linhas de metrô e aos trens metropolitanos.

Conforme consta no projeto apresentado e a que o Hoje em Dia teve acesso, o monotrilho prevê
poucas intervenções no sistema viário, já que os pilares de sustentação dos trilhos são pré-moldados e de dimensões reduzidas. As vigas são posicionadas nos canteiros centrais ou laterais das vias.

Prevista para ser concluída em 18 meses, a primeira fase da empreitada visa criar um terminal na Lagoinha, região Noroeste de BH, passando pela Pedro II, Antônio Carlos até o Mineirão. O restante do projeto inclui um traçado até o aeroporto de Confins, na Grande BH. Ao todo, seriam 16 estações com plataformas de embarque e desembarque no mesmo nível do trilho.

“Não há a necessidade de condutores, e ele não disputa espaço no chão com carros, ônibus e caminhões. Além de apresentar um menor custo, também desapropria menos. O sistema pode ajudar, e muito, a população de Belo Horizonte e região”, analisa o engenheiro civil Luiz Otávio Silva Portela, que também é membro da Comissão de Transportes da SME.

Especialista e consultor respeitado em todo o Brasil, Luiz Otávio é um defensor ferrenho do sistema. Segundo ele, para implantar o Metrô Leve – outro nome dado ao monotrilho – em Belo Horizonte, o gasto seria bem menor do que os investimentos feitos em outros modais, como o metrô. O custo médio por quilômetro do monotrilho é de R$ 81 milhões, enquanto o metrô ultrapassa os R$ 250 milhões.