sábado, 10 de novembro de 2012

Thales fornecerá o CBTC do monotrilho de Manaus

08/11/2012 - Revista Ferroviária

A Thales, empresa de sistemas de sinalização e soluções para controle de trens urbanos, fornecerá o CBTC (Communications-Based Train Control) para o monotrilho de Manaus, que está sendo implantado pelo consórcio Monotrilho Manaus, composto por CR Almeida, Mendes Junior, Serveng-Civilsan e Scomi. O contrato foi assinado na semana passada.

A notícia foi dada pelo diretor de Desenvolvimentos de Negócios de Transporte da Thales, Thomaz Aquino, com exclusividade para a Revista Ferroviária, durante a Feira Negócios nos Trilhos. "Nossa experiência é de 25 anos de CBTC e essa é a nossa diferença", destacou Aquino ao falar que a Thales tem CBTC instalados em importantes sistemas de transporte sobre trilhos do mundo, como Hong Kong, Londres, Nova York e Vancouver.

O monotrilho amazonense será driverless (automático e sem condutor) e o primeiro sistema de transporte sobre trilhos do Estado. A Thales implantará o seu SelTrac CBTC, que será desenvolvido no centro de competência da empresa em Toronto, no Canadá, em conjunto com a Omnisys, subsidiária da empresa no Brasil.

Esse é o segundo contrato de CBTC que a empresa fecha no Brasil em menos de um ano. No ano passado, a empresa fez a parceria para o fornecimento da tecnologia para o monotrilho Linha 17-Ouro de São de Paulo. Os sistemas das duas capitais são semelhantes.

Palestra sobre CBTC

O diretor da Thales, Thomaz Aquino, participou de um workshop no segundo dia da Feira Negócios no Trilhos e explicou a experiência da empresa nos mais diversos setores do transporte, principalmente no metroferroviário. O foco da palestra foi o CTBC, sistema automatizado que diminui o intervalo entre os trens, evita falhas humanas e reduz custos.

Aquino pontuou as características do sistema, entre elas a capacidade de localização do trem com alta precisão e a melhor utilização da via, pois o equipamento é capaz de adaptar a linha ao perfil de cada trem. Ele citou como exemplo o VLT de São Francisco (EUA), onde não foi necessária a construção de novos túneis para ampliação do sistema. A instalação do CBTC permitiu a ampliação de 23 para 48 VLTs por hora com economia de 1,3 bilhão de dólares.


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