terça-feira, 22 de outubro de 2013

Justiça Federal suspende implantação do monotrilho em Manaus

22/10/ 2013 - G1 AM

Juiz diz que projeto de R$ 1,3 bi apresenta prejuízos ao patrimônio histórico. Decisão está sujeita a recurso, e processo aguarda defesa dos envolvidos

Projeto de monotrilho tem valor inicial estimado em 1,3 bi
créditos: Divulgação
 
A Justiça Federal suspendeu os trâmites para a celebração do contrato e repasse de verbas destinadas à implantação do monotrilho em Manaus. A decisão, em caráter de liminar, foi assinada juiz da 3ª Vara da Seção Judiciária do Amazonas, Rafael Leite Paulo, nesta terça-feira (21). O projeto do monotrilho tem orçamento inicial estimado em R$ 1,3 bilhão, com financiamento por meio do Programa Federal de Infra-Estrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana - Pró-Transporte, que tem como gestor o Ministério das Cidades e como agente operador a Caixa Econômica Federal.
 
Na decisão, o juiz afirma que o projeto de implantação do monotrilho apresenta diversas irregularidades. A ação civil pública aponta falhas licitatórias, inviabilidade no projeto, além de "riscos plenamente" demonstrados ao patrimônio histórico de Manaus". Conforme consta na decisão, a implantação do monotrilho provocaria impactos à cidade devido à ausência de manifestação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), além de inobservância das disposições da Lei de Mobilidade Urbana da cidade.
 
De acordo com o documento, o juiz Federal entendeu que as irregularidades constatadas no projeto do empreendimento em questão não foram sanadas, violando a Lei de Licitações, a Constituição Federal e os princípios que orientam a atuação da Administração.
 
"Apesar de não restarem sanadas as irregularidades constatadas, o Estado do Amazonas prosseguiu com o procedimento licitatório e celebrou contrato com vistas a implementar o projeto em questão, o que levou o Ministério Público Federal em conjunto com o Ministério Público do Estado do Amazonas a exercerem a Recomendação Conjunta nº. 05/2012, para que o Estado do Amazonas, exercendo seu poder de auto-tutelar, anulasse o procedimento licitatório e aludido termo de contrato", diz um trecho da ação.

A Superintendente Iphan no Amazonas, Sheila Campos, explicou que o projeto completo do monotrilho foi analisado e indeferido pelo Instituto. Segundo ela, o documento previa a demolição de quase um quarteirão da área da Matriz, no Centro de Manaus.

"Logo em seguida, houve uma reunião e depois disso, não chegou nada para a análise do Iphan. Recebemos apenas uma etapa seguinte, que dizia respeito a uma parte seccionada do projeto da Constantino para o Centro e da Constantino para subúrbio. Todos deveriam passar pelo Iphan, mas foi solicitado apenas licença para fazer a pesquisa arqueológica da área da Constantino para o subúrbio. Apresentaram pesquisa, mas, até agora, não recebi esse resultado", afirmou.

A decisão da suspensão está sujeita a recurso e o processo aguarda defesa dos envolvidos. O Governo do Amazonas comunicou, por meio da Agência de Comunicação do Estado do Amazonas (Agecom), que se pronunciará sobre o caso somente quando for notificado oficialmente. A assessoria da Caixa Econômica Federal foi contactada para obter informações sobre os trâmites de repasse de recursos, mas não obteve sucesso.

Projeto
O monotrilho é projeto do Governo do Amazonas voltado para a melhoria da mobilidade urbana em Manaus e estava previsto para sair antes da Copa do Mundo de 2014, porém o projeto foi retirado, em outubro de 2012, da matriz do evento, por falta de tempo hábil para ser concluída até o mundial. O projeto passou a integrar o Programa de Aceleração do Crescimento.

sábado, 19 de outubro de 2013

Monotrilho pode ser instalado em Belo Horizonte

19/10/2013 - Metrô de BH

Lei que autoriza a prefeitura a iniciar estudos de viabilidade para implementação do sistema é aprovada em primeiro turno.

Não há um projeto executivo oficial e nem estimativa de custos, mas o primeiro passo foi dado, com a autorização da Câmara para que a prefeitura contrate os estudos preliminares.

Os próximos passos serão acompanhados de perto por especialistas em transporte urbano, que consideram o monotrilho um dos sistemas mais adequados à topografia e às demandas da capital. Do ponto de vista econômico, também há vantagens claras em relação a seus concorrentes BRT e metrô.

O engenheiro especialista em transporte urbano Márcio Aguiar ressalta o monotrilho demanda menos intervenções e desapropriações. Em média, transporta até 50 mil passageiros por hora, contra 30 mil do BRT. Em relação ao Metrô, o sistema tem a vantagem de subir rampas mais inclinadas: "Em uma cidade com a topografia de BH ele consegue ligar pontos e atingir locais que o metrô não consegue, como o Belvedere e o alto da Afonso Pena".

Projetos para BH

Nos últimos dois anos, vários projetos foram apresentados ao governo do Estado e à prefeitura, a maioria partindo da iniciativa privada. Em um deles, o monotrilho ligaria o Centro ao Aeroporto Tancredo Neves, em Confins.

Outro projeto sairia do Centro da capital passando pela avenida Amazonas até a Gameleira, seguindo pela Via Expressa até Betim.

Márcio Aguiar lembra que em 2010 já havia uma proposta para a Pedro II como alternativa ao BRT, que não poderia ser implementado na avenida graças à limitação de espaço. Segundo ele, a proposta teria sido rejeitada pela BHTrans: "Diziam que a capacidade não era adequada".

Em novembro do ano passado, vereadores da Comissão de Transporte da Câmara foram a São Paulo conhecer o projeto local, que já está sendo construído e deve chegar a 64 km de extensão até 2016. Na época, os vereadores de BH ficaram positivamente impressionados e prometeram avançar com as discussões na capital. A BHTrans não comentou o assunto.

Sistema não compete como trânsito

Os vagões circulam apoiados sobre um único trilho montado em vigas de concreto, instaladas sobre pilares de 15 metros de altura, em média. Os pilares são construídos geralmente no canteiro central de avenidas ou na lateral das vias. A estrutura não tem mais de dois metros de largura e chega a 30 metros de comprimento.

As estações de embarque e desembarque também são aéreas e a saída e entrada de passageiros ocorre por escadas ou elevadores, instalados nas calçadas laterais, geralmente dos dois lados das avenidas por onde passam os monotrilhos.
 
A construção do sistema tem custo estimado de R$ 80 milhões por km, contra R$ 250 milhões do Metrô.

Fonte: MetroBH

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Obras do monotrilho de Manaus começam em agosto

19/06/2013 - Portal Amazonas

As obras do monotrilho têm nova previsão de início: a partir de agosto. A data, apontada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), indica um atraso se comparada com a garantia dada pelo coordenador da Unidade Gestora da Copa (UGP Copa), Miguel Capobiango, conforme adiantou o portalamazonia.com, em abril. Capobiango apontava o mês de julho para o início das obras. O sistema de transporte vai custar R$ 1,4 bilhão, com recursos do governos estadual e federal, além da Caixa Econômica Federal (Caixa).

A estimativa de Capobiango tinha como base a liberação de R$ 600 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que ainda estava em análise em Brasília. De acordo com a Seinfra, a Secretaria do Tesouro Nacional autorizou a liberação da dotação orçamentária necessária para implementação do projeto. No entanto, "alguns detalhes burocráticos ainda estão sendo resolvidos", conforme informou o órgão por meio da assessoria de comunicação. Devido aos trâmites, a liberação de recursos junto à Caixa ocorre a partir de agosto.

Também é a partir de agosto que a Seinfra conta o prazo de 40 meses para que a obra seja concluída, portanto, não será usado durante a Copa do Mundo de Futebol, em 2014. Por enquanto, somente a prospecção e mapeamento do solo estão feitos. O serviço teve realização com georadar para identificar existência de tubulação de água, esgoto, gás natural, cabos telefônicos e linhas de fibra ótica.

A sondagem identificou, ainda, o tipo de solo onde as fundações serão assentadas, para que se dimensione a profundidade das estacas e o tipo de material a ser usado. A Seinfra informou que o processo está em andamento na Avenida Max Teixeira, na Cidade Nova, e que "estão bem adiantadas, praticamente na fase final".

Estrutura

O monotrilho terá 20 quilômetros de extensão e deve reduzir o tempo de percurso entre a zona Leste e o Centro de Manaus a 25 minutos. O trajeto será da área que será chamada Eixo Norte-sul (desde o Centro de Manaus) até a zona Leste, no Terminal de Ônibus 4, no bairro Jorge Teixeira.

Com capacidade total para 900 passageiros, os vagões terão climatização e sistema de som e de combate a incêndio. A velocidade máxima do transporte será de 80 quilômetros por hora, embora sua velocidade de serviço, contando aceleração e frenagem entre uma estação e outra seja de 40 km/h.

Confira a lista das nove estações do monotrilho:

- Praça 15 de Novembro, na igreja Matriz;

- Avenida Constantino Nery, onde funciona o Terminal de Ônibus 1;

- Entrada do bairro de São Jorge, em relação à Avenida Constantino Nery;

- Em frente à Arena da Amazônia, onde acontecerá, em 2014, os jogos da Copa do Mundo de Futebol;

- Na entrada do Conjunto Santos Dumont;

- Bairro Manoa;

- Bairro Cidade Nova;

- Bairro Francisca Mendes;

- Bairro Jorge Teixeira, próximo ao Terminal de Ônibus 5.

Obras do monotrilho de Manaus estão atrasadas e começam em agosto

19/06/2013 - Portal da Amazônia

As obras do monotrilho têm nova previsão de início: a partir de agosto. A data, apontada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), indica um atraso se comparada com a garantia dada pelo coordenador da Unidade Gestora da Copa (UGP Copa), Miguel Capobiango, conforme adiantou o portalamazonia.com, em abril. Capobiango apontava o mês de julho para o início das obras. O sistema de transporte vai custar R$ 1,4 bilhão, com recursos do governos estadual e federal, além da Caixa Econômica Federal (Caixa)

A estimativa de Capobiango tinha como base a liberação de R$ 600 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que ainda estava em análise em Brasília. De acordo com a Seinfra, a Secretaria do Tesouro Nacional autorizou a liberação da dotação orçamentária necessária para implementação do projeto. No entanto, "alguns detalhes burocráticos ainda estão sendo resolvidos", conforme informou o órgão por meio da assessoria de comunicação. Devido aos trâmites, a liberação de recursos junto à Caixa ocorre a partir de agosto.

Também é a partir de agosto que a Seinfra conta o prazo de 40 meses para que a obra seja concluída, portanto, não será usado durante a Copa do Mundo de Futebol, em 2014. Por enquanto, somente a prospecção e mapeamento do solo estão feitos. O serviço teve realização com georadar para identificar existência de tubulação de água, esgoto, gás natural, cabos telefônicos e linhas de fibra ótica.

A sondagem identificou, ainda, o tipo de solo onde as fundações serão assentadas, para que se dimensione a profundidade das estacas e o tipo de material a ser usado. A Seinfra informou que o processo está em andamento na Avenida Max Teixeira, na Cidade Nova, e que "estão bem adiantadas, praticamente na fase final".

Estrutura

O monotrilho terá 20 quilômetros de extensão e deve reduzir o tempo de percurso entre a zona Leste e o Centro de Manaus a 25 minutos. O trajeto será da área que será chamada Eixo Norte-sul (desde o Centro de Manaus) até a zona Leste, no Terminal de Ônibus 4, no bairro Jorge Teixeira.

Com capacidade total para 900 passageiros, os vagões terão climatização e sistema de som e de combate a incêndio. A velocidade máxima do transporte será de 80 quilômetros por hora, embora sua velocidade de serviço, contando aceleração e frenagem entre uma estação e outra seja de 40 km/h.
Confira a lista das nove estações do monotrilho:
- Praça 15 de Novembro, na igreja Matriz;
- Avenida Constantino Nery, onde funciona o Terminal de Ônibus 1;
- Entrada do bairro de São Jorge, em relação à Avenida Constantino Nery;
- Em frente à Arena da Amazônia, onde acontecerá, em 2014, os jogos da Copa do Mundo de Futebol;
- Na entrada do Conjunto Santos Dumont;
- Bairro Manoa;
- Bairro Cidade Nova;
- Bairro Francisca Mendes;
- Bairro Jorge Teixeira, próximo ao Terminal de Ônibus 5

Fonte: Portal Amazônia
Publicada em:: 19/06/2013

sábado, 27 de julho de 2013

Floripa é umas das cidades brasileiras com amplo potencial para implantação do sistema monotrilho

05/07/2013 - Notícias do Dia

Após o anúncio da presidente Dilma Rousseff de investimentos superiores a R$ 50 bilhões para obras de mobilidade urbana no país, a Associação Brasileira de Monotrilhos elaborou uma nota técnica entregue pelo presidente Halan Moreira na presidência da República, no Senado e diversos ministérios. Destaca Floripa como umas das cidades brasileiras com amplo potencial para implantação do sistema de monotrilhos como solução eficiente de seus problemas de mobilidade urbana. Segundo Moreira é possível apresentar um projeto viável, técnica e financeiramente, ligando a Ilha ao Continente. Então estamos na trilha... Floripa com monotrilho.

Fonte: Notícias do Dia
Publicada em:: 05/07/2013

domingo, 12 de maio de 2013

Em Manaus (AM) Monotrilho e BRT só no papel

12/05/2013 - Portal A Crítica

Obras do monotrilho e do BRT, que deveriam estar concluídas até a realização da Copa do Mundo, em 2014, sequer iniciaram

Lúcio Pinheiro

A um ano da Copa do Mundo da Fifa, nada do legado prometido pelas autoridades públicas para a melhoria da mobilidade urbana em Manaus saiu do papel. Obras como o monotrilho e o BRT (Bus Rapid Transit), usadas a exaustão para embalar o sonho dos manauaras em ter um transporte público de melhor qualidade, foram até retiradas da Matriz de Responsabilidade do Governo do Amazonas e da Prefeitura de Manaus para o evento.

Vendido em 2009 pelo então governador Eduardo Braga (PMDB) como um dos projetos carro-chefe para que Manaus figurasse como subsede da Copa, o monotrilho deveria entrar em operação em dezembro deste ano. A obra, tachada por opositores como o ex-prefeito Amazonino Mendes (PDT) de "inexequível", previa a construção de uma linha partindo da Norte ao Centro de Manaus.

O BRT, proposta defendida pelo ex-prefeito Amazonino Mendes, previa a construção de corredores exclusivos para ônibus que ligaria a Zona Leste ao Centro de Manaus. Segundo a Matriz de Responsabilidades para a Copa 2014, as obras do BRT deveriam ter iniciado em dezembro de 2011, e concluídas em março de 2014. O custo do projeto aos cofres públicos foi estimado em R$ 260 milhões.

O monotrilho, orçado inicialmente em R$ 1,4 bilhão, tinha o mês de março de 2010 como data para iniciar as obras. E deveria ser concluído em dezembro de 2013. Tão logo o Governo do Amazonas licitou a obra, em março de 2011, o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria Geral da União (CGU) identificaram irregularidades no edital da licitação e falhas nos projetos básicos.

Também em 2011, a CGU detectou problemas no projeto do BRT. Segundo o órgão, o sistema de corredores de ônibus da prefeitura passava pela mesma localidade do monotrilho, com pontos de paradas previstos até para os mesmos locais. O problema, que para o órgão significava que os projetos não estavam sendo pensados de forma integrada, foi um dos fatores que impediram a Caixa Econômica Federal de liberar o financiamento de R$ 194,7 milhões para o município.

Diante dos entraves para obter os recursos e tirar do papel o monotrilho e o BRT, o Governo do Amazonas e a Prefeitura de Manaus pediram do Governo Federal, em 2012, para retirar as duas obras da Matriz de Responsabilidade da Copa.

Tanto o Governo do Estado quanto a Prefeitura de Manaus defendem que, mesmo não servindo à população até a Copa de 2014, monotrilho e o BRT podem, sim, ser considerados legados que o evento vai deixar para a cidade. O argumento é que as obras saíram da agenda da Copa, mas não da agenda do Governo Federal, que garantiu recursos para os dois projetos saírem do papel até 2016.

Estágio atual dos projetos

Monotrilho e BRT saíram da Matriz de Responsabilidade da Copa e migraram para a Programação de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

O projeto do monotrilho está na fase de sondagem do solo nas avenidas Torquato Tapajós, Constantino Nery e Max Teixeira. Segundo o governo, o estudo é para definir o tipo de tecnologia de engenharia civil que será utilizada na construção. O consórcio Monotrilho Manaus (CR Almeida, Mendes Júnior e Scomi) é responsável pela execução da obra.

A obra do BRT tem previsão para iniciar com a chegada do verão, no segundo semestre de 2013. O projeto terá financiamento do Governo do Amazonas, segundo a UGP Copa. O serviço está licitado e será executado pela construtora Construbase, com orçamento de R$ 260 milhões.

A previsão de entrega das obras do monotrilho e do BRT é 2016. Segundo o Governo do Amazonas, o monotrilho terá 20,2 quilômetros de extensão e capacidade para transportar até 25 mil passageiros por hora em cada sentido.

O traçado do BRT vai da zona Leste ao Centro da cidade em uma pista isolada. A prefeitura defende que o modelo aumentará a velocidade média do deslocamento em relação ao transporte coletivo convencional.

Três perguntas para Miguel Capobiango Coord. da Unid. Gest. do Projeto Copa (UGP Copa)

Quais entraves inviabilizaram a conclusão dos projetos para a Copa?

O monotrilho enfrentou uma dificuldade relativa à própria novidade. É um sistema de transporte novo. Não temos nenhum no Brasil. Por conta desse caráter inovador, os próprios técnicos da Caixa Econômica levantaram uma série de questões que necessitavam de detalhamento dos projetistas. Esse trâmite demorou muito. É compreensível.

E o que aconteceu com o BRT (Bus Rapid Transit)?

Detalhamentos do projeto não estavam esclarecidos. Também demandou tempo junto à aprovação na Caixa Econômica Federal. Chegou a ser assinado contrato de financiamento ainda em 2012. Havia necessidade de contrapartida e a prefeitura não tinha o aporte para essa contrapartida na ocasião. Por isso não foi feito o convênio.

O que tem de concreto hoje sobre os projetos do monotrilho e do BRT?

No monotrilho, a sondagem de solo para poder dimensionar as estacas e verificar as interferências com tubulações que existem ali embaixo. É um trabalho muito demorado. Isso é uma etapa do projeto executivo. O BRT foi licitado e homologado. Só não foi contratado ainda porque precisa de um convênio entre o Estado e a prefeitura para que seja aberto orçamento. O convênio está sendo trabalhado entre a PGE e a PGM.

Comentário

Bernardo MonteiroCoord. UGP Copa do Município

'Temos que fazer o que é possível'

"Os fatos que levaram a Prefeitura de Manaus a não executar o BRT na gestão passada não cabe a mim explicar. Acho que agora é importante destacar que pelo fato da obra está no PAC da Copa, conseguimos obter o financiamento. E mesmo deslocada para o PAC normal, os recursos estão garantidos. Para a Copa do Mundo, o eixo do traçado do BRT não está dentro da área do plano de mobilidade. O turista chega ao aeroporto, vai à Arena da Amazônia assistir aos jogos, de lá vai conhecer o Centro antigo e de lá vai a Fan Fest da Ponta Negra. Esse quadrilátero, perímetro, é o que vai ser mais utilizado nos eventos da Copa. E esse não é o traçado do BRT. Então, a Prefeitura de Manaus está elaborando projetos para cuidar da requalificação urbana para a Copa nesse trajeto. É importante destacar que essa gestão assumiu a prefeitura agora em 2013. Temos que fazer o que é possível dentro desse período. O prefeito anunciou pacote de intervenções recentemente e Manaus vai se transformar num canteiro de obras. Essa gestão fará o máximo para requalificar as principais ruas e avenidas. É possível fazer tudo? Não. Mas tentaremos dentro das nossas possibilidades". (www.facebook.com/nf365)

sábado, 9 de março de 2013

MPE e Scomi inauguram fábrica de monotrilhos no Rio

27/02/2013 - Revista Ferroviária

O grupo MPE, em parceria com a malaia Scomi, inaugura nesta quinta-feira (28/02) sua primeira fábrica de monotrilhos, no Rio de Janeiro. A fábrica tem 50 mil metros quadrados e fica no Distrito Industrial de Palmares, em Paciência, às margens da Avenida Brasil, no Rio de Janeiro.

A unidade será responsável pela fabricação dos 24 trens de monotrilho para a Linha 17-Ouro do Metrô de São Paulo, que vai ligar o aeroporto de Congonhas ao Morumbi. Foram investidos R$ 30 milhões para instalar a primeira linha de montagem e, segundo o grupo, esse investimento poderá chegar a R$ 50 milhões, se houver demanda.

A fábrica de monotrilhos fluminense será a segunda do país e terá capacidade para produzir seis monotrilhos por mês e espaço para estocar 15 carros. O primeiro carro de monotrilho virá da Malásia e todos os demais serão produzidos no Rio.

Cada trem de monotrilho é composto por três carros e cada carro tem capacidade para transportar cerca de 150 pessoas. Os primeiros carros fabricados no Brasil devem ficar prontos ainda em 2013.

Serão gerados mais de 500 empregos diretos entre administradores, engenheiros, técnicos, soldadores, eletricistas, mecânicos e inspetores de qualidade.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Prospecção do solo para monotrilho Manaus alcança 50%

14/01/2013 - Revista Ferroviária

A prospecção do solo onde serão colocadas as vigas de sustentação do monotrilho de Manaus já está na metade. O processo, que está sendo feito pela empresa Figueiredo Ferraz Consultoria e Engenharia de Projeto, envolve sondagem e mapeamento do solo por onde o monotrilho passará. A prospecção está sendo feita no trecho entre a Arena da Amazônia e o Conjunto Santos Dumont.

A sondagem é feita para que seja identificado o tipo de solo onde as vigas serão instaladas, a profundidade das fundações e o tipo de material que será instalado. Está sendo feito também, o mapeamento do solo para evitar que as estacas atinjam tubulações de água, esgoto, gás natural, cabos telefônicos e linhas de fibra ótica. Para mapear o solo está sendo utilizado um equipamento que detecta objetos subterrâneos, conhecido como georadar.

O próximo passo será a escavação para a implantação das fundições, onde serão instaladas as vigas de sustentação do monotrilho, prevista para acontecer nos próximos quatro meses.

Quando prontas, as vigas terão 30 metros de comprimento e pesarão 90 toneladas. Na fase inicial da obra, o transporte das vigas será feito utilizando um guindaste, do local onde as colunas serão fabricadas até os pontos de assentamento.

Ao todo o monotrilho da capital amazonense terá 20 quilômetros, nove estações e deverá ficar pronto em 2015. O Consórcio Monotrilho Manaus é composto pelas empresas CR Almeida, Engenharia de Obras Mendes Júnior Trading, Serveng e pela Scomi Engineering, que será a responsável pelo fornecimento da tecnologia dos veículos do monotrilho.

Trens

Para a fabricação dos trens, o grupo MPE investiu cerca de R$ 60 milhões em uma parceria com a empresa malaia Scomi, na construção de duas fábricas de monotrilhos, uma no Rio de Janeiro e outra em Manaus.

Os dez trens de Manaus, cada um com seis carros, serão produzidos na fábrica da capital amazonense, com exceção de um carro, que virá da Malásia. Já a do Rio de Janeiro, que dará apoio à fábrica de Manaus, poderá produzir os tetos e pisos do monotrilho manauara. A unidade carioca também produzirá os trens da Linha 17 – Ouro do Metrô de São Paulo.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Em Manaus, 140 imóveis devem ser afetados com traçado do monotrilho

07/01/2013 - Portal Amazônia

De acordo com a Unidade Gestora do Projeto Copa (UGP Copa), aproximadamente 140 imóveis devem ser afetados pelo traçado do monotrilho.

Por Camila Maciel - Agência Brasil

Manaus – O comitê gestor da Copa do Mundo de 2014, em Manaus, aponta que o maior volume de famílias a serem removidas está vinculado às obras do monotrilho e do BRT (sigla em inglês para Bus Rapid Transit). De acordo com a assessoria de imprensa da Unidade Gestora do Projeto Copa (UGP Copa), aproximadamente 140 imóveis devem ser afetados pelo traçado do monotrilho, dos quais a maioria é de natureza comercial.

O governo do Amazonas informou que a obra do monotrilho foi retirada da Matriz de Responsabilidade da Copa, pois ela não deve ficar pronta até o evento. A previsão de entrega agora é em 2015.

A prefeitura de Manaus, por sua vez, informou que as obras do BRT ainda não foram iniciadas e que os encaminhamentos a serem dados ao projeto serão tomados pelo próximo prefeito. A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) confirmou que a obra exigirá a desapropriação de pelo menos 900 unidades habitacionais dos bairros São José, na zona leste, e Japiim, na zona Sul.

Para as organizações populares, o adiamento das obras é positivo, pois abre espaço para que as comunidades atingidas tenham oportunidade de discutir o projeto. "Vamos reivindicar uma participação maior na elaboração desses projetos e fazer discussões sobre os impactos sociais que essas obras vão ter", criticou o educador social Vasconcelos Filho, integrante do comitê local.

O educador disse ainda que é preciso que o sistema de transporte tenha capacidade de atender a demanda da cidade e não somente servir a um megaevento.

Em nota, o governo estadual negou que as obras de mobilidade, anteriormente planejadas para a Copa do Mundo de 2014, tivessem como finalidade apenas o evento, tendo em vista que elas abrangem todas as zonas da capital e não apenas a região da Arena da Amazônia.

Fonte: Portal Amazonia

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

MPE investe na construção de monotrilhos

03/01/2013 - Valor Econômico

Com dois contratos já assinados e de olho nas possibilidades da difusão do modal no país, o grupo fluminense MPE está investindo, em parceria com a empresa malaia Scomi, aproximadamente R$ 60 milhões na construção de duas fábricas de monotrilhos, uma no Rio de Janeiro e outra em Manaus. Mais adiantada, a fábrica carioca, no bairro de Santa Cruz (zona Oeste), será inaugurada no dia 24 deste mês e tem como sustentação o contrato para a construção dos 72 vagões que irão compor os 24 trens da linha 17 (Ouro) do Metrô de São Paulo, ligando a estação Jabaquara, da linha 1 (Azul), à estação Morumbi, da linha 4 (Amarela), com passagem pelo aeroporto de Congonhas.

A construção da fábrica do Rio de Janeiro consistiu, basicamente, na reforma de instalações já existentes e consumiu investimento de R$ 25 milhões. Segundo Adagir de Salles Abreu Filho, diretor-superintendente da MPE Montagens e Projetos Especiais, foi feito apenas um galpão novo de 1,8 mil m2 de uma área construída total de 7,5 mil m2 e uma área total de 41 mil m2. A fábrica pertence integralmente à MPE que participa, junto com a Scomi e as construtoras CR Almeida e Andrade Gutierrez, do consórcio responsável pela construção da linha 17 do monotrilho paulista.

Tanto a fábrica do Rio quanto a de Manaus terão incentivos fiscais. A primeira pagará apenas 2% de ICMS nas compras e vendas, segundo estabelece a legislação estadual chamada Rio Ferroviário. A do Amazonas receberá os incentivos previsto na lei da Zona Franca de Manaus.

A Scomi é uma das grandes fabricantes mundiais de monotrilhos, assim como a canadense Bombardier e a japonesa Hitachi. A Bombardier, em consórcio com a Queiroz Galvão, detém o contrato para a construção do Expresso Tiradentes, monotrilho de 23,8 quilômetros que é um prolongamento da linha 2 (Verde) do metrô paulistano.

No projeto da linha 17, a Scomi entrará com a tecnologia e fornecerá, diretamente da Malásia, o primeiro dos 72 carros, além de fabricar na Ásia todos os "trucks" (sistemas de rodas) e os sistemas eletrônicos dos veículos. De acordo com Abreu Filho, esses dois componentes serão os únicos que serão importados prontos e representarão 11% do preço dos trens. O restante será feito no Brasil, com partes importadas, mas com índice total de nacionalização, segundo ele, não inferior a 60%.

O projeto de Manaus será executado por uma associação formal entre a MPE (52,5%), a Scomi (37,5%) e a empresa de automação industrial Brassell (10%), batizada de Quark. Ela será subcontratada da Scomi na obra. A companhia da Malásia integra, junto com as construtoras Serveng, Mendes Júnior e CR Almeida, o consórcio encarregado de construir os 20 quilômetros do monotrilho de Manaus (Centro-Zona Norte) que deveria ser feito para a Copa do Mundo, mas que agora está previsto para ficar pronto em 2015.

A fábrica de Manaus custará aproximadamente R$ 35 milhões e o terreno já foi adquirido por R$ 190 mil da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Abreu Filho disse que a fábrica vai produzir 59 dos 60 carros (o primeiro será fabricado na Malásia) dos dez trens que irão operar no monotrilho amazonense. A ideia é que a fábrica do Rio dê apoio à unidade de Manaus, podendo também os tetos e pisos dos vagões amazonenses serem feitos na unidade carioca.

Segundo Renato Abreu, presidente do grupo MPE, a Quark será uma empresa voltada para disputar a construção de trens e também os sistemas operacionais (elétricos, eletrônicos, de telecomunicações e de sinalização) das redes de monotrilhos que venham a ser construídas no Brasil. Para ele, assim que o primeiro monotrilho de São Paulo entrar em operação, sua eficácia para operação em áreas já densamente povoadas com custo de construção relativamente baixo irá atrair a atenção de outras cidades e poderá haver um "boom" desse tipo de obra pelo Brasil.

Entre as vantagens do monotrilho, o executivo enumera a relativamente baixa ocupação de espaços, a possibilidade se ser construído com pouca ou nenhuma desapropriação e a operação silenciosa (o trem é elétrico), de baixo impacto ambiental, tanto do ponto de vista sonoro quanto de interferência na paisagem urbana.