segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Prospecção do solo para monotrilho Manaus alcança 50%

14/01/2013 - Revista Ferroviária

A prospecção do solo onde serão colocadas as vigas de sustentação do monotrilho de Manaus já está na metade. O processo, que está sendo feito pela empresa Figueiredo Ferraz Consultoria e Engenharia de Projeto, envolve sondagem e mapeamento do solo por onde o monotrilho passará. A prospecção está sendo feita no trecho entre a Arena da Amazônia e o Conjunto Santos Dumont.

A sondagem é feita para que seja identificado o tipo de solo onde as vigas serão instaladas, a profundidade das fundações e o tipo de material que será instalado. Está sendo feito também, o mapeamento do solo para evitar que as estacas atinjam tubulações de água, esgoto, gás natural, cabos telefônicos e linhas de fibra ótica. Para mapear o solo está sendo utilizado um equipamento que detecta objetos subterrâneos, conhecido como georadar.

O próximo passo será a escavação para a implantação das fundições, onde serão instaladas as vigas de sustentação do monotrilho, prevista para acontecer nos próximos quatro meses.

Quando prontas, as vigas terão 30 metros de comprimento e pesarão 90 toneladas. Na fase inicial da obra, o transporte das vigas será feito utilizando um guindaste, do local onde as colunas serão fabricadas até os pontos de assentamento.

Ao todo o monotrilho da capital amazonense terá 20 quilômetros, nove estações e deverá ficar pronto em 2015. O Consórcio Monotrilho Manaus é composto pelas empresas CR Almeida, Engenharia de Obras Mendes Júnior Trading, Serveng e pela Scomi Engineering, que será a responsável pelo fornecimento da tecnologia dos veículos do monotrilho.

Trens

Para a fabricação dos trens, o grupo MPE investiu cerca de R$ 60 milhões em uma parceria com a empresa malaia Scomi, na construção de duas fábricas de monotrilhos, uma no Rio de Janeiro e outra em Manaus.

Os dez trens de Manaus, cada um com seis carros, serão produzidos na fábrica da capital amazonense, com exceção de um carro, que virá da Malásia. Já a do Rio de Janeiro, que dará apoio à fábrica de Manaus, poderá produzir os tetos e pisos do monotrilho manauara. A unidade carioca também produzirá os trens da Linha 17 – Ouro do Metrô de São Paulo.

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